Sociedade

Empresa de biometano quer instalar-se na Guarda

Escrito por ointerior

Empresa Biometano Cosmos pretende instalar o negócio entre Avelãs de Ambom e Pêra do Moço

O executivo da Câmara da Guarda aprovou, na última reunião quinzenal, realizada excecionalmente na sexta-feira, um pedido de declaração de interesse público municipal para a instalação de uma unidade de produção de biometano. O investimento é da responsabilidade da “Biometano Cosmos”, sediada em Lisboa, que pretende instalar o negócio entre Avelãs de Ambom e Pêra do Moço. Segundo a informação prestada, a unidade fabril deverá criar 13 postos de trabalho diretos.
No final da sessão, Sérgio Costa começou por recordar que este tipo de investimentos está «a proliferar por todo o mundo e também em Portugal. Tendo recebido este pedido, acelerámos o processo para poder ir à Assembleia Municipal [na segunda-feira] e não atrasar mais porque este é um dos futuros da produção de energia». O autarca guardense acrescentou que «grande parte do biometano produzido na Guarda, ou a totalidade, será para injetar nas redes de gás natural».
Sérgio Costa referiu que «este é apenas o primeiro passo, depois haverá o licenciamento o projeto em termos urbanísticos», mas disse confiar que será o início do «caminho para que seja possível instalar esta unidade de produção no nosso concelho nos próximos anos». O pedido de declaração de interesse público foi aprovado, com abstenção das eleitas da coligação PSD/CDS/IL, Alexandra Isidro e Helena Saraiva, que apontaram alguns erros na formalização do documento enviado aos vereadores. Esta última invocou dúvidas relativamente aos dados de identificação da empresa, «que não estavam corretos».
Além disso, a vereadora que substituiu João Prata fez «algumas pesquisas» sobre a empresa e não conseguiu encontrar elementos. «O que descobrimos foi uma série de empresas associadas a esta atividade, que foram criadas no final de 2025, todas com morada no mesmo local», referiu Helena Saraiva, que solicitou esclarecimentos sobre «os dados corretos de identificação da empresa e também quem é o dono – visto que as empresas que encontrámos são unipessoais». Já António Monteirinho, vereador socialista, ausentou-se da votação e não prestou declarações sobre o assunto por ser o conselheiro da dita empresa.
Na sexta-feira, a Câmara da Guarda aprovou, por unanimidade, o alargamento do horário da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) para permitir o funcionamento da sala de estudos até mais tarde. O presidente disse tratar-se de uma solução «provisória» dada a quantidade de reivindicações. Assim sendo, a sala de estudos fica aberta de segunda-feira a sábado das 9 às 22 horas. Quanto ao espaço aberto 24 horas para estudar, Sérgio Costa adiantou que a autarquia continua «à procura». Para Alexandra Isidro, esta medida «não é ainda a resposta desejada, aquela que os jovens pretendiam, mas já é algo, é uma ajuda e é um caminho». Já António Monteirinho lamentou «não existir ainda uma resposta cabal para esta necessidade fora do horário laboral na Guarda», que tem dois agrupamentos escolares e o Politécnico.

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