O PSD da Guarda veio informar publicamente, através das redes sociais, que «não se revê nas declarações proferidas pelo vereador do PSD em substituição, Francisco Robalo, a propósito da aquisição de imóveis no Centro Histórico da Guarda», no final das mais recente reunião quinzenal do executivo guardense, que decorreu na sexta-feira, dia 11 de setembro.
Ora, recorde-se que o executivo aprovou a compra de três imóveis no Centro Histórico por 1,5 milhões de euros – com os votos contra da bancada do PSD. O vereador em substituição, Francisco Robalo, em declarações aos jornalistas no final da reunião do executivo, atirou para cima da mesa a possibilidade de existir «conflito de interesses que fere a liberdade de imprensa na Guarda» porque, supostamente, segundo o vereador, «o imóvel no Paço do Biu é propriedade de uma empresa que detém dois órgãos de comunicação social na cidade».
Assim sendo, uma semana depois das declarações proferidas, a Comissão Política de Secção do Partido Social Democrata da Guarda faz questão de se «desmarcar do teor e do tom de algumas das afirmações produzidas». A concelhia veio sublinhar que apoia a reabilitação do Centro Histórico, e deixa claro que é «legítimo questionar decisões municipais e solicitar esclarecimentos», ainda assim, a concelhia social-democrata considera «descabida» a referência a «empresários, vendedores ou às suas atividades empresariais quando não constitui fundamento objetivo para a decisão em análise».
«A existência de interesses empresariais em diferentes áreas não permite, por si só, estabelecer suspeitas, conflitos de interesses ou qualquer condicionamento da comunicação social. O debate deve centrar-se no interesse público, na transparência dos procedimentos e na definição de usos concretos para o património municipal, evitando referências pessoais ou empresariais suscetíveis de gerar interpretações indevidas e de desviar a discussão do essencial», reitera a concelhia do PSD em comunicado.



