Opinião de Albino Bárbara: Os Luíses

Escrito por Albino Bárbara

A princesa e o sapo resolvem formar um dueto e escolheram para tema de abertura “Despacito”, de Luís Fonsi, convidando para a estreia, entre outros, o Luís de bico e pés de laranja, o tal que vai vendo o barco a afundar, mas, como no Titanic, continua cantarolando deixem o Luís trabalhar.
Já o Luizinho, sobrinho do Donald (não é do Trump, mas sim do pato), anda completamente fascinado com o conto da fada madrinha e tenta seguir o exemplo do Luís da Baviera arquitetando obras faraónicas, quais castelos de cartas, fazendo figas, feitiços e até bruxedos, e juntamente com o seu sócio, o Luís de La Penha, ouvem Ana Faria cantar “O Luís, o Luís quer ir a Paris”.
Isto para não falar daquela personagem paranormal que tenta enriquecer rapidamente que nem o Estiveira teve a rópia e a lábia de lhe fazer frente e, não fosse o Luís dos telhados, veríamos se o ratinho, interpretado por outro Luís, desta vez armado em polícia, não iria disparar as suas balas e bolinhos, o que fez o Luís Guimarães dizer “Quem é morto sempre aparece”. Que o diga o LMM. Só uma pergunta: Ainda se lembram dele?
Deixando de lado os duetos, vem-me à memória o Trio Odemira e um tema que eles interpretavam muito bem, “Amor com amor se paga”, e se da freguesia de S. Luís à de S. Teotónio é mais de meia hora de carro, são 1.720 quilómetros quadrados… C’os diabos, aquilo quente como é, e só tem uma piscina municipal, de onde se destaca um tanque de aprendizagem. E tanque por tanque, piscina por piscina, verificámos a rosa-dos-ventos e o azimute determinou que a melhor localização para a instalação do segundo tanque ou piscina era sem dúvida a freguesia de S. Teotónio, onde a agricultura predomina.
A prepósito, Luís XIV só houve um e era francês.
Uma das personagens mais intrigante e quiçá enigmática é, sem sombras de dúvidas, o Luís Vale Tudo. Inocente por um lado, singelo por outro, ingénuo q.b., gera o maior conflito no restaurante do Luís em Espinho, cujo prato de referência continua a ser marisco vivo da Costa Verde, quando se percebe que ele foi trabalhar para a empresa da sua cara-metade.
Na intriga da Mónica (afastamos aqui a trama do Rabbit), o Luís, muito bom rapazinho, até foi chefe dos escuteiros e, na segunda entrevista de emprego, lá foi dizendo que estudou Luís Vaz e jamais lhe passou pela cabeça ler a crónica dos bons malandros.
Pois bem, o nosso Luizinho está a aguentar-se no difícil trabalhito das combustões… e, já agora em jeito de conclusão, parece-me e, julgo não me enganar, que lá para o final do verão vai ser substituído por uma qualquer personagem alaranjada, tipo franjinhas de cartão.
Todos nós adivinhamos o posfácio da novela.
Recordam-se seguramente da frase pronunciada por Júlio Cesar quando afastou em definitivo Pompeia Sula… assim fica tudo dito.
Caro leitor, votos sinceros de umas ótimas férias.

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Albino Bárbara

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