Bilhete Postal de Diogo Cabrita: Entre autores no choque da frustração

Escrito por Diana Rodrigues

«Sempre que temos um sismo toca um sino de alarme: atenção que a litosfera mexe-se! Não a sentimos a mexer, só damos pelos resultados – que são os tremores de terra. Quando isso sucede é libertada uma grande quantidade de energia e, o facto de isso ser repentino, retira-nos a capacidade de o poder controlar. E as pessoas não sabem lidar com essa incerteza» (Miguel Miranda, Lx,1953, presidente do IPMA ao “DN” em 2021).
A frustração e a incerteza são respostas emocionais que a expetativa ou a imprevisibilidade disparam. Podem ser respostas treinadas, mas na sociedade contemporânea não o são. Rossandro Klinjey (Brasil, 1971) é um divulgador, um “influencer” e tem alertado imenso para a importância da tristeza e da infelicidade no treino dos seus oponentes. Afinal, não existe felicidade constante. A imunidade contra a frustração é mecanismo vital para fazer frente à dinâmica da vida. Deste modo, a relação com o imprevisto ou a incerteza também geram estados de stress que podiam ter sido trabalhados. A educação não é só o desejo, mas o que se concretiza, o que não se realiza sem culpa. Por essa razão, já o budismo esclarece que o sofrimento vem do desejo, surgindo das implicações da sua concretização, do esforço necessário e da possibilidade de não se realizar apesar do investido.

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Diana Rodrigues

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