Os espetáculos musicais de Miguel Araújo, Mísia, Legendary Tiger Man e Linda Martini são alguns dos destaques da programação do Teatro Municipal da Guarda para o primeiro trimestre do novo ano.
Estes e outros nomes foram apresentados na última segunda-feira numa conferência de imprensa em que o presidente do município da Guarda defendeu que, em virtude da extinção da Culturguarda, o TMG necessita de «um novo paradigma de gestão». Miguel Araújo, vocalista de Os Azeitonas que, na opinião de Victor Afonso, programador cultural do TMG, tem tido «uma fulgurante carreira a solo», vai subir ao palco do grande auditório e certamente que não deixará de interpretar êxitos como “Os Maridos das Outras” ou a mais recente “Dona Laura”. The Legendary Tiger Man, a 21 de fevereiro, e Linda Martini, a 20 de março, são outros dois destaques. Ainda a nível musical, realce para o ciclo temático “Eu queria ser fado” que vai decorrer ao longo dos três meses com nove atividades distintas destinadas a «diferentes públicos e diferentes faixas etárias».
O «grande destaque» do ciclo está agendado para 7 de março com o espetáculo “Delikatessen”, de Mísia, «uma grande cantora de fado, mas não só», que se vai estrear na Guarda, realçou Victor Afonso. Na área do teatro, alguns dos destaques ocorrem a 16 de janeiro com “Transumância” pelo Teatroensaio, a 20 de fevereiro com “O som e a fúria” pelo Teatromosca e a 27 de março com “Marleni – Divas prussianas, Loiras como Aço”, pela Escola de Mulheres. Entre variadas propostas, a programação do TMG integra ainda “Contos”, uma grande exposição do guineense Sidney Cerqueira que vai estar patente na galeria de arte entre 24 de janeiro e 29 de março.
No início da conferência de imprensa, o presidente da Câmara da Guarda sustentou que a extinção da Culturguarda vai ser um «desafio» para os técnicos do TMG e os membros do executivo que terão de saber lidar com «um novo paradigma de gestão», que ainda não está encontrado. Álvaro Amaro congratulou-se pela diminuição da despesa e pelo aumento do número de espectadores, mas frisou que «o critério cultural e financeiro» vão continuar a ser tidos em consideração, mas vai ser necessário alterar o modelo de gestão. O edil anunciou que pretende «desafiar a sociedade cultural da Guarda» a “discutir” o novo modelo, que poderá passar pela criação de uma régie cooperativa, mas sublinhou que a solução proposta dependerá sempre da validação do Tribunal de Contas.
Por seu turno, Vítor Amaral, vereador da Cultura na Câmara da Guarda, sustentou que a programação para o primeiro trimestre de 2015 cumpre «dois objetivos fundamentais»: a qualidade e diversidade da oferta cultural, bem como o aumento da envolvência local, «sempre» aliadas a uma «preocupação de racionalidade de custos».
Ricardo Cordeiro


