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Biblioteca de Fóios recebe 1.500 livros

José Corceiro Mendes, natural da freguesia, cedeu a sua biblioteca pessoal à Junta de Freguesia

A Biblioteca de Fóios, no concelho do Sabugal, aumentou consideravelmente o seu espólio bibliográfico. José Corceiro Mendes, professor e poeta natural da freguesia, cedeu a sua colecção pessoal à Junta.

Agora, a biblioteca da aldeia passa a contar com quase quatro mil volumes, motivo mais do que suficiente para despertar a atenção dos seus habitantes. «Tem havido uma grande afluência ao espaço», refere José Manuel Campos, presidente da Junta, acrescentando que a requisição de livros tem sido «o ponto forte da biblioteca». As obras, que já foram catalogadas e devidamente informatizadas «por voluntários», abrangem áreas tão diferentes como as Ciências Sociais, História, Política, Ficção, Literatura, Teatro ou Religião. Quanto ao benemérito, que está recolhido num lar em Setúbal e que conta já com quase 81 anos, nasceu e foi professor nos Fóios. Foi co-fundador dos jornais “A Batalha” e “Horizonte” e presidente da Liga Operária Católica na diocese da Guarda. José Corceiro Mendes foi ainda co-fundador do Centro de Cultura Operária, presidente da Conferência de São Vicente de Paulo e publicou dois livros, tendo ainda colaborado em dezenas de jornais.

Recorde-se que a Biblioteca de Fóios está instalada no novo Centro Cívico, edifício que também acolhe outras valências, como a sede da Junta e da Associação Cultural da freguesia, o espaço Internet, um bar, uma zona vocacionada para a exposição e venda de produtos regionais, uma galeria e um auditório com capacidade para 80 pessoas. Dentro em breve, o edifício vai acolher o Museu de Arte Rupestre, que ocupará uma área de 80 metros quadrados. Trata-se de um projecto que conta com o apoio técnico do Parque Arqueológico do Vale do Côa e a sua inauguração poderá vir a acontecer «dentro de um mês», espera José Manuel Campos. O novo Centro Cívico, que o presidente da Junta garante ser já apelidado de “Centro Cultural de Belém” dos Fóios, envolveu um investimento da ordem dos 400 mil euros, suportado pela Acção Integrada de Base Territorial do Côa (AIBT) e pela Câmara do Sabugal.

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