A Feira de S. Bartolomeu é, ainda hoje, o maior evento comercial de todo o distrito da Guarda.
Criada em 1273 por carta régia de D. Afonso III, este certame veio a tornar-se incontornável para toda a vasta região que comporta os territórios entre o rio Douro e a Serra da Estrela.
Trancoso é, tradicionalmente, terra de comércio e comerciantes. Situada num planalto de mais de 800 metros de altitude, a antiga vila medieval sempre assumiu um papel de centralidade no que toca a regulares trocas comerciais. Os mercados semanais foram e são eventos de oportunidades em várias áreas. As feiras de ano – e, nomeadamente, a referida Feira de S. Bartolomeu – tornaram-se palco de negócios extremamente proveitosos, que fazem com que enormes fluxos de pessoas se desloquem à agora cidade para comprar e vender.
Principalmente durante a primeira metade do século XX, a Feira de S. Bartolomeu assumia como vertente primordial o negócio do gado. Milhares de pessoas de toda a região negociavam nesta feira franca os animais de que precisavam para trabalhar e sobreviver durante todo um ano de árduo trabalho campestre.
Com o advento do terceiro milénio, a Feira foi adquirindo, em consonância com a sua vertente comercial, um cariz igualmente lúdico e cultural. Aos negócios juntaram-se os concertos, a gastronomia, as tradições.
Atualmente, o evento que, este ano, principia a 13 e termina a 23 de agosto conjuga as mais genuínas tradições – como as tasquinhas, a venda de bugigangas, a exposição do tecido empresarial – com inovações importantes, como é a tenda de animação com música eletrónica ou a recente recuperação da Feira Agropecuária, no mercado de gado.
Certo é que a Feira de S. Bartolomeu é bem mais que uma simples feira. Para além de um incontornável centro de negócios, é um espaço de cultura, de diversão e de encontro de muitos trancosenses e não só, que ao longo do ano se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Por: Daniel Joana


