“Guarda, 7 boas razões para investir” é o nome do guia apresentado pela Associação do Comércio e Serviços do Distrito da Guarda (ACG). O objetivo é mostrar as potencialidades da região e convencer os empresários nacionais e internacionais a investirem por cá.
Miguel Alves, presidente da ACG, acredita que com este guia é possível «aumentar a empregabilidade, o poder de compra e fixar pessoas na Guarda». Os dois primeiros motivos dos sete elencados dão destaque à posição geoestratégica «privilegiada» da Guarda e à «qualidade e disponibilidade» de espaço (infraestruturas e zonas de acolhimento empresarial). O terceiro diz respeito à «disponibilidade, qualificação e competitividade da força de trabalho». O facto de existir na Guarda um Politécnico e a proximidade da Universidade da Beira Interior (UBI) justificam a mão-de-obra qualificada existente na região, pelo que estas instituições são o quarto motivo atrair investidores. O quinto motivo são o «potencial e a dinâmica empresarial e empreendedora», onde se destacam a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) e as ideias para ali projetadas, identificando-a como «um espaço inovador e potenciador de economias de aglomeração». A esta característica segue-se o «comprometimento das entidades de apoio» e, a finalizar, surge «a qualidade de vida, cultura e lazer num local único e privilegiado».
O presidente da ACG anunciou que o guia vai agora ser divulgado na comunicação social (local, nacional e internacional), junto das entidades públicas e das empresas. «Este é um trabalho não só nacional, mas internacional, é transfronteiriço», afirmou Miguel Alves, adiantando que foram impressos três mil exemplares, alguns dos quais serão distribuídos nas cidades espanholas de Ciudad Rodrigo, Salamanca e Madrid. Além disso haverá também uma versão online. O responsável revelou que vai passar a andar sempre «com um no bolso para poder passar a mensagem», mas acrescentou que também os cidadãos da Guarda «podem levar a mensagem das potencialidades da sua região porque conhecem-nas melhor que ninguém». Com a publicação deste guia, o dirigente disse esperar contribuir para «o aumento da atividade turística e da oferta de emprego» e «estimular o investimento com base no quadro comunitário», objetivos que conta alcançar «dentro de um ano».
O guia “Guarda, 7 boas razões para investir” está inserido no projeto GESTNET2 e é o resultado de um trabalho que começou a ser desenvolvido em 2011. Neste guia encontram-se também alguns dados da região como a localização, história da cidade, o tecido empresarial, o turismo, principais empregadores, poder de compra, entre outros. Na conferência de imprensa de apresentação do guia de investimento, realizada na passada quinta-feira, a ACG anunciou ainda que irá ser criado «um espaço para jovens empreendedores para poderem criar as suas próprias empresas». Questionado sobre o facto da autarquia estar também a desenvolver um guia para o investimento, Miguel Alves explicou que isso «só mostra a necessidade de captar investimento e é nisso que nos devemos assentar», tendo admitido que não terá «nenhum problema» em distribuir os dois.
Futuro da APGUR ainda por decidir
Relativamente ao futuro da Agência para a Promoção da Guarda (APGUR), Miguel Alves diz que ainda não há nenhuma decisão.
No passado mês de dezembro a autarquia da Guarda deliberou propor a extinção da agência, mas a ACG considerou que haverias outras alternativas e iniciou uma análise sobre a estratégia, as responsabilidades, o património e o âmbito que APGUR poderá assumir, ou não, no futuro. Para o presidente da Comercial, haverá outras soluções além da extinção «pura e dura», nomeadamente através do alargamento do seu âmbito territorial, estatutário e até de finalidade, juntando-lhe «competências em termos da reabilitação urbana, por exemplo», afirmou.
Ana Eugénia Inácio


