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Joaquim Rafael homenageado na Guarda

Engenheiro diz que ainda há muito a fazer na vertente habitacional da cidade

O fundador do Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA), Joaquim Rafael, mostrou-se «surpreendido» com a homenagem prestada pelo Rotary Clube da Guarda no sábado passado. «Fui apanhado de surpresa, porque sempre tentei fazer uma vida discreta, tanto a nível pessoal como profissional», confessou o homenageado.

Segundo o presidente do Rotary Clube da Guarda, «o engenheiro Joaquim Rafael foi sempre um veículo de conhecimento na área da construção do distrito», razão que motivou esta cerimónia. Jorge Leão destacou a presença constante do homenageado em diferentes associações, não só como sócio, mas sobretudo enquanto participante activo. A sua intervenção em obras emblemáticas do distrito, nomeadamente a Casa de Santa Zita, o Bloco Gulbenkian do Hospital, o edifício do Grémio da Lavoura, foi outro dos motivos que levaram a instituição a escolher o engenheiro como personalidade de 2010. Joaquim Rafael é natural de Alcains (Castelo Branco), mas hoje considera-se «guardense». Chegou à cidade na altura da construção da Casa de Santa Zita e aqui acabou por se fixar. «Agora esta é a minha terra», declarou. Satisfeito com a presença de amigos e familiares na cerimónia, que decorreu no Hotel Vanguarda, o homenageado assumiu que contribuiu, «de alguma forma, para a evolução da construção civil no distrito».

Do seu percurso, Joaquim Rafael destacou «a qualidade das obras» em que esteve envolvido. «Cada edifício que projecto é como se fosse um filho, todos me deram gozo e, mais do que o lucro, o importante é ver a obra feita com qualidade», considerou. Se já muito foi feito ao longo das últimas décadas, o engenheiro acredita que ainda há um longo caminho a percorrer no sector da construção. Escusou-se a falar sobre obras públicas prementes, porque isso é da «competência das entidades oficiais», mas não deixou de reconhecer que é necessária uma intervenção rápida na área habitacional da cidade, nomeadamente nos edifícios degradados no centro histórico. «Pode-se dizer que no campo habitacional já se fez mais», afirmou a O INTERIOR, admitindo que talvez esta homenagem possa funcionar como um «alerta» para o sector da construção na Guarda. «O que a cidade precisa é de recuperação, porque há vários imóveis degradados na zona histórica», defendeu.

Catarina Pinto Joaquim Rafael emocionou-se com a homenagem

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