A petição pela criação de um Centro Oncológico Regional na Beira Interior já tem cerca de 3.487 assinaturas, sendo 2.950 numa plataforma de petições online, 287 diretamente no site da Assembleia da República, e 250 recolhidas presencialmente. O número mínimo de mil assinaturas que obriga à publicação no Diário da Assembleia da República e a uma audiência aos peticionários, e as 2.500 que obrigam a debate na comissão parlamentar competente, foram ultrapassadas. O novo objetivo são 7.500 assinaturas, o número que, por lei, obriga a que a petição seja debatida em Plenário no Parlamento.
Recorde-se que a iniciativa partiu da deputada municipal da Covilhã, Magna Lourenço, realçando que é um tema «do maior interesse para toda a nossa região e para quem, todos os dias, enfrenta o peso de uma doença oncológica longe de casa».
No documento, a deputada alerta para o facto desta região que engloba concelhos da Covilhã, Fundão, Castelo Branco, Belmonte, Guarda, entre outros, não dispor de qualquer resposta local para o tratamento de doenças oncológicas.
Magna Lourenço refere que os doentes «são obrigados a deslocarem-se regularmente», ao longo de meses ou anos de tratamento, a Coimbra, ao Porto ou a Lisboa «para terem acesso a consultas, exames e tratamentos especializados, com custos, distância e cansaço das viagens para doentes e famílias».
Magda Lourenço deixa, entretanto, um convite aos autarcas da Beira Interior «para que sejam eles próprios a representar esta petição na Assembleia da República, assim que chegarmos às 7.500 assinaturas. Este é um projeto de todos, que une a Beira Interior».
A peticionária admite que «criar um Centro Oncológico é um projeto de anos. E há, neste momento, doentes oncológicos da Beira Interior a passar por dificuldades que não existiriam se a região já tivesse essa resposta. Por isso, enquanto o Centro Oncológico não é uma realidade, precisamos de uma resposta imediata, um Gabinete de Apoio ao Doente Oncológico da Beira Interior (GADOBI) que «pretende preencher aquilo que falta, a distância a que hoje vivem os doentes de qualquer tratamento oncológico. É a este Gabinete que devem passar a ser sinalizados e acompanhados os casos de doentes oncológicos que precisem de apoio, seja por médicos, familiares, ou pelos próprios doentes», refere.
Segundo Magna Lourenço, o gabinete poderia ficar alocado à ULS Cova da Beira ou a outro município da região, mas responderia a todos os doentes oncológicos da Beira Interior, sem exceção. Um modelo inspirado na figura do “navegador” do doente, já usada com sucesso noutros países, e seria uma resposta pioneira em Portugal».



