A moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega, contra a manutenção de Luís Neves como ministro da Administração Interna, foi rejeitada na Assembleia da República com a abstenção do PS.
Apenas o Chega votou a favor da sua moção, debatida esta tarde durante cerca de três horas, e que tinha chumbo garantido. Além de PSD e CDS-PP, também IL, Livre e PAN votaram contra, enquanto PCP, BE e JPP optaram pela abstenção, tal como o PS.
No encerramento do debate, André Ventura, líder do Chega, disse que os partidos que se opuserem à moção de censura serão «cúmplices e muletas» do Governo e questionou «onde anda a brigada de ética do PSD».
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, aproveitou o fional do debate parlamentar para pedir a rejeição das ideias do Chega, que classificou como «populismo estatista», tendo acusado também o PS de «socialismo paralisante» e de se esquecer que governou durante oito anos.



