Sociedade

INEM quer acabar com socorro noturno por helicóptero

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está a ponderar cessar o helitransporte de doentes durante a noite e limitar a atividade dos meios aéreos a turnos de 12 horas por dia ou menos. Segundo o presidente do instituto, Luís Cabral, “está a gastar-se muito para uma atividade noturna reduzida”.

Porém, a possibilidade de a medida avançar é considerada prejudicial para a prestação de socorro. Diferentes profissionais e entidades representativas do setor da saúde garantem que “Portugal não pode prescindir” dos meios durante a noite. E alertam: o futuro do dispositivo “não deve ser determinado por critérios” economicistas.

Segundo o “Expresso”, a Ordem dos Médicos, bombeiros, associações, sindicato e comissão de trabalhadores do INEM rejeitam a medida e consideram que o corte do helitransporte não irá permitir “ganhos financeiros significativos” e o “interior do país” será o mais afetado.

O Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM) do INEM assegura o transporte rápido de equipas médicas e doentes críticos em Portugal continental. Nos últimos cinco anos mais de 750 pessoas foram socorridas por estes meios.

Sobre o autor

Luís Baptista-Martins

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