Região

Vinhos brancos estiveram em destaque na Mêda

Integrada em duas regiões demarcadas, o Douro e a Beira Interior, a Mêda promoveu os seus néctares num Encontro Nacional de Enólogos

Foi a pensar «na riqueza que o concelho produz» que o último fim de semana foi dedicado aos vinhos na Mêda com o primeiro Encontro Nacional de Enólogos.
A iniciativa da autarquia decorreu na nave de exposições do Mercado Municipal e destinou-se a divulgar os néctares com assinatura medense, mas também a «potenciar e valorizar a economia do concelho através dos nossos produtores», afirmou o presidente da Câmara. Neste primeiro encontro de enólogos a autarquia procurou «trazer enólogos e especialistas de todo o país, porque somos uma região que produz vinhos de excelência», justificou Anselmo Sousa, lembrando que na Mêda se produzem «vinhos premiados em concursos nacionais e internacionais». No evento participaram cerca de 45 enólogos, que tiveram a oportunidade de conhecer vários produtores e o principal destaque foi para os vinhos brancos de altitude, «que são quase únicos no país», assegura o autarca.
Durante o evento os jornalistas da especialidade classificaram os dois melhores brancos, numa prova que serviu de incentivo ao que de bom se faz na região, e os preferidos foram o Xistos Altos (Douro), do produtor Muxagata, e os Souvall Colheita Selecionada (Beira Interior). Apesar de dedicado aos vinhos, os produtos endógenos do concelho não foram esquecidos e promoveu-se também o azeite, o mel, queijos e enchidos, doçaria e artesanato produzida no concelho medense. Presente na inauguração do certame esteve o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, que não poupou elogios à iniciativa que considerou ser «muito importante para um concelho de transição, com duas Comissões Vitivinícolas e vinhos de excelente qualidade e certificados»

Anselmo Sousa pede classificação de «altitude»

Aproveitando a presença do secretário de Estado, Anselmo Sousa deixou duas reivindicações ao Governo.
A primeira prende-se com a classificação das castas, pois o edil gostava que ela «seja feita de uma forma diferente para que os nossos produtores possam potencializar ainda mais os seus produtos», pedindo que para isso passe a existir «a designação de altitude». Um fator que «dá mais qualidade ao vinho e que deve ser tido em conta», considerou o autarca. O outro pedido é que seja «criado um núcleo do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto no concelho», pois atualmente os produtores «têm que se deslocar muito, até à Régua, para tratar de qualquer assunto». Uma distância que poderia ser «evitada», sendo que a criação dessa delegação seria «um incentivo aos produtores». Luís Vieira tomou nota dos pedidos, que serão avaliados.
A questão do regadio foi outro dos assuntos abordados pelo presidente da Câmara, mas desta vez o recado foi para a Direção Regional de Agricultura. «Temos há vários anos um projeto de regadio para Coriscada e sabemos que os regadios são uma prioridade do Governo», disse Anselmo Sousa, que apelou para que o «projeto seja viável e a candidatura aprovada». O edil explicou que o empreendimento é «de extrema importância e uma mais-valia para os agricultores do concelho». Na resposta, o secretário de Estado revelou que «dentro de 15 dias vamos a abrir portaria que permitirá apresentar a candidatura». No caso da Mêda, disse acreditar que não haverá entraves, pois trata-se de «um projeto muito avançado».

Sobre o autor

Ana Eugénia Inácio

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