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PS e PCP querem demissão de ministra das Finanças

Carlos Zorrinho diz que Maria Luís Albuquerque perdeu condições para permanecer no cargo, depois da polémica com o caso swap, mas a ministra desvaloriza.

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, defendeu hoje que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, «perdeu as condições para permanecer no cargo», considerando que «construiu uma monumental mentira» na comissão de inquérito aos contratos swap.

Zorrinho acusa a ministra de «falta de idoneidade» e questiona as suas declarações nos últimos dias. «Estamos a pedir a demissão desta ministra por razoes éticas».

Questionada sobre as afirmações de Carlos Zorrinho, durante a apresentação do anteprojeto da reforma do IRC, Maria Luís Albuquerque desvalorizou o assunto e disse apenas que iria dar todos os esclarecimentos sobre o caso dos swap.

«Os esclarecimentos serão todos prestados, sobre as dúvidas que existam, mais, tenho a convicção que a comissão parlamentar de inquérito, quando tiver concluído os trabalhos, concluirá que a atuação de governo, que resolveu um problema previamente existente, foi a correta e a adequada», afirmou.

PCP também defende demissão

O deputado do PCP Paulo Sá também exigiu a demissão da ministra das Finanças, argumentando que um governante «que mente ao Parlamento» não tem condições para se manter no cargo.

«Entendemos que um governante que mente ao Parlamento não tem condições para continuar no Governo. Nesse sentido exigimos a demissão de Maria Luís Albuquerque», declarou o deputado Paulo Sá, em conferência de imprensa, no Parlamento.

O deputado defendeu que a ministra deve voltar a ser ouvida na comissão de inquérito e adiantou que irá propor na próxima reunião, segunda-feira, que Maria Luís Albuquerque seja ouvida até dia 31 de julho, quarta-feira. «É imprescindível que essa audição ocorra agora, porque perante a gravidade dos dados que foram conhecidos nos últimos dias, a ministra tem que ser confrontada com as mentiras que fez aqui no início de julho», defendeu.

O deputado frisou que na terça-feira foram conhecidos «um conjunto de e-mails trocados entre a ministra e o ex-diretor geral do Tesouro que atestam de forma inquestionável que a ministra sabia e tinha conhecimento da gravidade do problema dos swap».

«Na quinta-feira, o ex-presidente do IGCP [a atual agência para a gestão da dívida pública] veio dizer taxativamente à comissão que não tinha recebido nenhuma orientação da ministra, desde a tomada de posse até pelo menos ao dia 30 de março de 2012, para que procedesse a qualquer análise e recolha de informação relativamente aos swaps das empresas públicas», referiu.

Para Paulo Sá, «estes dois elementos vieram demonstrar que a ministra sabia do problema e durante quase um ano nada fez para resolver este problema» permitindo que «durante esse ano as perdas potenciais quase duplicassem e crescessem a um ritmo de 4 milhões de euros por dia».

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