Região

Plano de Revitalização da Serra da Estrela com 12 por cento de execução

Escrito por Sofia Pereira

O Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela tem cerca de 12 por cento dos projetos executados ou em curso, adiantou na segunda-feira a Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela (AMPNSE).

«Cerca de 12 por cento do Plano encontra-se hoje executado ou em curso. É ainda pouco, e ninguém o esconde. Mas é, pela primeira vez desde a aprovação do Plano, um caminho que começa a fazer-se», considerou a AMPNSE em comunicado enviado a O INTERIOR. O Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PRPNSE) foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 40/2024, de 15 de março. Com uma dotação inicial de 155 milhões de euros, o programa foi elaborado na sequência dos incêndios florestais ocorridos no verão de 2022 na Serra da Estrela, que consumiram 22 mil hectares – 50 por cento da área do parque natural. Segundo o comunicado da AMPNSE, foram recentemente assinados vários contratos-programa relativos a projetos dos seis municípios abrangidos pelo Plano de Revitalização.

«No total, representam um investimento de cerca de sete milhões de euros, com uma comparticipação do Estado de cerca de três milhões de euros», é referido. A AMPNSE realçou o «empenho pessoal e disponibilidade permanente» do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado. «Foi determinante o seu conhecimento concreto dos dossiers para que se desbloqueassem os procedimentos que hoje permitem colocar obra no terreno», elogiou a associação. O reconhecimento também é extensível ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ribau Esteves, cujo envolvimento tem sido «decisivo na articulação» entre a Administração Central e os municípios. «Estes seis concelhos sabem distinguir quem trabalha de quem promete. E fazem questão de o dizer», sublinhou a AMPNSE.

A Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela registou ainda, «com apreço», as palavras proferidas no domingo, na Guarda, pelo Presidente da República, António José Seguro, relativamente ao Plano de Revitalização da Serra da Estrela. «Ao assinalar que esta é uma promessa que ‘se arrasta há demasiado tempo’ e ao defender que o que se exige são passos concretos, estas são palavras que nos ajudam, e que agradecemos». Para a AMPNSE, os contratos agora assinados demonstram que o Plano «é exequível quando há vontade política e articulação institucional». «É esse método que pedimos que se mantenha e se amplie, para que o que hoje representa cerca de 12% possa, em prazo útil, representar a totalidade», lê-se ainda.

No comunicado, a AMPNSE reafirma «total disponibilidade» para continuar a trabalhar com o Governo, a CCDR Centro e as demais entidades envolvidas, «na certeza de que a revitalização da Serra da Estrela não é uma reivindicação de seis municípios: é uma causa nacional». Nesse sentido, foi “recentemente entregue à tutela o mapeamento dos projetos concretos e definidos dos municípios, previstos nos vários eixos no Plano de Revitalização. Está identificado o que há para fazer, onde é para fazer e em que eixo se enquadra cada intervenção». Feito esse trabalho, a Associação pede agora «um calendário de médio prazo» para a concretização integral do Plano de Revitalização, «com os eixos de financiamento claramente definidos, que permita executar nos próximos quatro anos aquilo que o calendário inicial» já previa executar. «Não pedimos mais dinheiro do que o anunciado. Não pedimos um plano novo. Não pedimos tratamento de exceção. Pedimos que o compromisso assumido tenha datas e tenha um horizonte que os municípios possam planear», foi lembrado.

Criada em agosto de 2024, a Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela é presidida por Sérgio Costa, edil da Guarda, e integra as autarquias de Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia, do distrito da Guarda, e da Covilhã, no distrito de Castelo Branco. Entre as suas atribuições está a gestão dos fundos do PRPRNSE.

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