A última obra do escritor covilhanense João Morgado foi hoje apresentada na BMEL-Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda. Editada pela Ego Editora, “Cemitério de Pardais” foi distinguida com o Prémio Literário Santos Stockler 2024.
A apresentação contou com a presença do escritor e foi feita por Anabela Matias, da Câmara da Guarda, no âmbito da atividade “Escrita com(n) vida”, e contou com intervenções de Acácio Pereira, inspetor-chefe e perito em migrações, que falou dobre o perfil e a obra literária do autor, e Tatiana Louro, psicóloga clínica.
O romance acompanha um homem de 88 anos, sozinho, quase cego, preso às suas recordações e à espera de um telefonema – da neta, do filho, de um amigo ou até de Deus. “Cemitério de Pardais” é uma reflexão sobre a solidão, o abandono, o cansaço da vida e a forma como a sociedade trata os seus velhos.
Como João Morgado referiu durante a apresentação do livro, esta é uma obra sobre a dignidade da pessoa idosa, «sobre o hoje, porque para os velhos não há amanhã». Uma obra «sobre amizade, o amor, a família, o destino e o fim dos nossos mais queridos».
O livro é também um retrato afetivo de uma Covilhã que já não existe – «a cidade dos teares, das fábricas, dos barbeiros, dos polícias-sinaleiros, dos cafés e das pequenas memórias quotidianas que sobrevivem dentro de quem as viveu».













