O festival Contradança despede-se da cidade mais alta esta quarta-feira com duas propostas de dança contemporânea no Teatro Municipal da Guarda.
A primeira é a apresentação do exercício final do workshop “Entre Corpo e Cimento” no foyer do TMG, a partir das 21h15. Orientado por Borja Bordonabe, da companhia espanhola NODE, o exercício decorreu durante cinco dias e teve levou os participantes a «explorar o movimento, a força física, a técnica de chão e a relação do corpo com o espaço urbano e arquitetónico». O espetáculo final é uma criação coletiva que reflete a individualidade de cada intérprete e a força do grupo, numa coreografia que celebra o movimento, a escuta e a partilha. A entrada é gratuita.
Pouco depois, às 21h30, a NODE (na foto) sobe ao palco do pequeno auditório com “Aztura”, que reúne e prolonga elementos de obras anteriores como “Batu” e “Basandere”. A companhia de dança e performance espanhola está a celebrar dez anos e com esta criação homenageia o seu percurso, renovando a sua estética e narrativa. «Inspirado na mitologia e nas tradições populares do País Basco, o espetáculo reflete sobre a sociedade contemporânea, abordando temas como igualdade de género, justiça climática e identidade territorial, através de uma linguagem poética, visual e profundamente simbólica», adianta a produção.
Depois da Guarda, o Contradança segue para Gouveia com espetáculos de teatro e dança de 24 a 26 de setembro no Teatro Cine e termina na Covilhã, entre 22 a 24 de outubro, com teatro, performance, umas jornadas literárias e um debate. Nesses três dias o festival irá também promover a oferta de livros em colaboração com a biblioteca da UBI, disponibilizando gratuitamente exemplares usados, de diferentes áreas do conhecimento.



