O Ministério Público (MP) abriu um inquérito na sequência de uma queixa apresentada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) relacionada com o processo de classificação eletrónica dos exames nacionais do ensino secundário.
Segundo a agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou que a queixa da Fenprof «deu origem a inquérito, o qual corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa».
Entregue em julho, a queixa dá conta dos relatos de folhas desaparecidas em vários exames, que resultaram em «ordens escritas no sentido de os professores classificarem itens cujas respostas não estavam completas».
A Fenprof disse «não querer ver, novamente, os professores que classificaram as provas a serem responsabilizados por algo que não é da sua responsabilidade» e admitiu que é fundamental saber se a plataforma funcionou corretamente e se «as ordens dadas por quem coordenava este processo cumpriram os preceitos legais que são necessários num processo desta natureza».
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério a adiar os prazos inicialmente previstos. Ao longo de várias semanas, os professores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das respostas e dificuldades na plataforma de classificação.




