A 87ª edição da Volta a Portugal arranca esta quarta-feira, com um prólogo de 6,5 quilómetros em Lisboa, e passa pela Serra da Estrela no domingo.
No pelotão destaque este ano para a presença de dois ciclistas oriundos da região: o sub23 Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), natural de Gonçalo (Guarda), e Bruno Maceiras (Óbidos Cycling Team), natural de Vila Franca das Naves (Trancoso). Com menos 151 quilómetros de extensão face a 2025 e uma altimetria acumulada de 24 mil metros, o que perfaz menos 859 metros face à edição anterior, a prova é organizada pela empresa espanhola Emesports, sucessora da Podium Events, une Lisboa e Porto ao longo de 1.430 quilómetros, até dia 16, com um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual a meio e não no último dia, como acontecia ininterruptamente desde 2016.
Depois de três etapas em linha, o pelotão vai subir à Torre no domingo na quarta tirada da Volta, que vai partir de Figueiró dos Vinhos e terminará no ponto mais alto do continente, após 154,6 quilómetros. A ascensão à Torre promete fazer as primeiras diferenças significativas na classificação geral, numa jornada que inclui três subidas de terceira categoria e uma contagem de segunda no Alto do Braçal, em Pampilhosa da Serra, antes da única contagem especial de montanha da Volta – subida de 21,8 quilómetros pelas Penhas da Saúde (Covilhã), a 6,3 por cento.
Pior só mesmo as duas subidas à Senhora da Graça no dia 15 (142,3 quilómetros), antes da derradeira etapa da prova, que termina no Porto, no dia seguinte. A Volta despede-se com 136,9 quilómetros desde a Maia. Este ano, o pelotão não passa pela Guarda, cuja autarquia assegurou uma chegada de etapa em 2027, uma partida em 2028 e novamente uma chegada em 2029. No total, o município vai pagar 435 mil euros à organização. Recorde-se que a cidade mais alta acolheu, no final de junho, os Campeonatos Nacionais de Ciclismo.



