Sociedade

Vítor Pereira reitera que todos os autarcas devem «avaliar continuidade» na CIM

Escrito por Sofia Craveiro

O presidente da Câmara da Covilhã garante que «disse aquilo que alguns não ousam dizer em público, e disse-o de forma desassombrada, objetiva, clara e inequívoca», quando aludiu à eventual saída do município da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (ver edição de 30/01/2020).
Em declarações a O INTERIOR, Vítor Pereira considera que «no final deste mandato e deste quadro comunitário devemos todos [os presidentes de Câmara] fazer uma reflexão acerca do desenho geográfico» da CIMBSE. Em janeiro, o edil tinha afirmado que iria refletir sobre a permanência da Covilhã na Comunidade Intermunicipal e que era possível haver «outros desenhos geográficos» no contexto regional.
Quinze dias depois, a posição de Vítor Pereira reitera que «não me repugna nada que haja a junção das duas comunidades, pois ficávamos com uma dimensão extraordinária». Mas se essa junção não for possível, então a alternativa é que «os três municípios da Cova da Beira se juntem à Beira Baixa», considerou.
Entretanto, até ao final do mandato, pretende «acompanhar com a mesma determinação, a mesma vontade e o mesmo empenho aquilo que se começou há seis anos», na CIMBSE O edil covilhanense lembrou ainda que «já não era a primeira vez que dizia isto», pois «nos primeiros dois anos da minha presidência, reunimos todos os autarcas dos distritos de Castelo Branco e da Guarda e todos ficamos de refletir sobre a possibilidade de nos juntarmos, mas nada aconteceu».
Quem já se pronunciou sobre a eventual saída dos concelhos da Cova da Beira da CIMBSE foi Esmeraldo Carvalhinho. O autarca de Manteigas e atual vice-presidente da Comunidade Intermunicipal garante nunca ter ouvido falar na possibilidade de «desmembramento» da CIM, «até porque dividir territórios seria um contrassenso e uma estupidez». Na sua opinião, os autarcas da região devem é pensar em «alargar a Comunidade, isso sim será desejável e razoável para ganharmos escala, massa crítica e poder político», até porque o futuro vai passar pela regionalização.
A CIMBSE é atualmente constituída pelos municípios de Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Mêda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso (distrito da Guarda), bem como Belmonte, Covilhã e Fundão (do distrito de Castelo Branco). Já a CIM Beira Baixa é composta pelos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Rodão.

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Sofia Craveiro

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