Sociedade

PJ da Guarda desmantelou rede ibérica de tráfico de droga que abastecia a Beira Interior e distritos vizinhos

Escrito por Luís Martins

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda anunciou ter desarticulado uma rede ibérica de tráfico de estupefacientes com a recente detenção de cinco homens no âmbito de uma operação iniciada na primeira semana do ano.

Na altura foram detidos cinco indivíduos na zona da Covilhã que eram suspeitos de integrar uma rede internacional de tráfico de droga que se abastecia em Espanha e fornecia toda a região da Beira Interior e várias localidades dos distritos vizinhos. Segundo o Departamento de Investigação Criminal da Guarda, na segunda fase desta operação de combate ao tráfico de estupefacientes foram realizadas várias diligências nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Aveiro que permitiram apreender «produto estupefaciente, do tipo canábis, suficiente para a preparação de milhares de doses individuais, dinheiro, vários equipamentos de telecomunicações, duas viaturas automóveis, três balanças de precisão e ainda vários outros objetos habitualmente relacionados com o tráfico».

A PJ adianta, em comunicado, que a investigação durou «vários meses» e contribuiu para apurar que «no desenvolvimento da sua atividade delituosa, desde a respetiva produção até à comercialização e distribuição final, a rede agora intercetada utilizava métodos particularmente sofisticados, nomeadamente ao nível da colheita, embalamento e transporte dos produtos estupefacientes traficados, ocorrendo este essencialmente por via terrestre, com muito frequentes viagens entre Espanha e Portugal».

Com estas últimas detenções, a Judiciária acredita que o grupo de dez indivíduos foi responsável, «durante sucessivos meses, por elevada percentagem de canábis efetivamente traficada e consumida um pouco por toda a Beira Interior, mas também em significativa parte da Beira Litoral».

Os cinco detidos, com idades compreendidas entre os 25 e 31 anos, um dos quais de nacionalidade espanhola, são dois agricultores, um técnico de manutenção industrial e os restantes dois sem qualquer ocupação profissional conhecida. A PJ acredita que atuaram «todos perfeitamente articulados entre si e também com os cinco coautores detidos durante a primeira fase da operação». 

Os agora detidos foram presentes a tribunal, que determinou a sua prisão preventiva. A mesma medida de coação máxima havia já sido aplicada a três dos detidos no início do mês, tendo os restantes dois sido submetidos à medida de obrigação de apresentações periódicas no órgão de policia criminal da sua área de residência.

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