Região

Pinhel constrói falcoaria e instala miradouros sobre o Côa

Escrito por Jornal O Interior

Projeto “Ver e Sentir o Falcão” vai avançar em 2020 e consiste na disponibilização de um percurso de onze quilómetros de caminhos junto ao rio para promover o turismo de natureza

Designa-se “Ver e Sentir o Falcão” e tem como o objetivo a valorização do património ambiental e natural das encostas do rio Côa entre Pinhel e Cidadelhe.
O projeto foi aprovado na última reunião do executivo, realizada na quinta-feira, e integra a construção de uma Falcoaria, junto às torres do castelo da cidade, de quatro miradouros e a recuperação de caminhos na margem do rio. «É um projeto muito ambicioso para potenciar o turismo de natureza numa zona do concelho com muitos atrativos do ponto de vista paisagístico, natural e cultural, com as gravuras rupestres de Cidadelhe, já no Parque Arqueológico do Vale do Côa», adianta Rui Ventura, presidente do município. Outro objetivo é intensificar a «ligação intrínseca da cidade ao falcão», pelo que a Falcoaria será um «espaço de conhecimento e de contacto com a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves de rapina», refere o presidente do município.
O empreendimento vai ser concretizado faseadamente, sendo que a primeira fase está orçada em 360 mil euros na construção da Falcoaria e do miradouro da Faia, uma pequena aldeia da União de Freguesias do Vale do Côa, bem como no arranjo de antigos carreiros ribeirinhos. «Vamos criar um percurso com cerca de onze quilómetros entre Pinhel e Cidadelhe ao longo do Côa que, futuramente, incluirá um miradouro no Bogalhal Velho, outro antes de Cidadelhe e um último já nesta aldeia», acrescente o edil. O “Ver e Sentir o Falcão” vai ser candidatado ao Turismo de Portugal e a fundos comunitários, estando previsto que a sua implementação se inicie e esteja concluída em 2020, «um ano especial para Pinhel, que comemora os 250 anos da sua elevação a cidade», lembra Rui Ventura.
O projeto surgiu após o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) ter dado parecer negativo à instalação de passadiços no Côa, na zona de Cidadelhe, para permitir visitar as gravuras rupestres ali existentes.

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