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Mêda é o concelho mais barato do país para comprar casa

Escrito por Jornal O Interior

No munícipio de Mêda bastam 12 anos para saldar a dívida resultante de um empréstimo à habitação de uma casa com 120 metros quadrados. Vila Nova de Foz Côa é o segundo município mais barato do distrito e Figueira de Castelo Rodrigo o terceiro.

O número de anos necessários para pagar uma casa varia consoante o município escolhido para a compra. De acordo com o estudo realizado pelo site Comparajá.pt, que analisou os custos associados à compra de casa nos municípios do distrito da Guarda, Mêda é o concelho mais acessível, com um preço médio de 391 euros por metro quadrado.
O estudo compara dados relativos ao preço, taxa de esforço do casal (33 por cento) e número total de anos para pagar o crédito à habitação de uma casa com 120 metros quadrados. Nesta classificação Vila Nova de Foz Côa é o segundo município mais acessível, com um preço médio de 462 euros por metro quadrado, que se traduz em 11 anos necessários para concluir o pagamento do empréstimo. Figueira de Castelo Rodrigo ocupa a terceira posição, com um preço médio de 421 euros por metro quadrado. Seguem-se os concelhos de Trancoso (489 euros/m2) e Manteigas (462 euros/m2), valor que embora inferior , é associado a um menor salário médio, o que se traduz em 12 anos e meio necessários para pagar a casa.
Pinhel apresenta um preço médio de 489 euros/m2, Fornos de Algodres de 584 euros/m2 e Gouveia de 654 euros/m2, o que exige mais de 18 anos para pagar o crédito à habitação, tendo em conta um rendimento médio de 654 euros por mês. No Sabugal uma casa custa 747 euros/m2 e na Guarda 829 euros/m2, sendo necessários mais de 23 anos para pagar o crédito bancário, em ambos os casos. Aguiar da Beira apresenta um custo médio de 788 euros por metro quadrado, Celorico da Beira 768 euros/m2 e Seia, o mais caro do distrito, 982 euros/m2, exigindo quase 33 anos para pagar o empréstimo.
José Figueiredo, CEO do site Comparajá.pt, salienta, em comunicado, que «face aos dados recolhidos, pode-se afirmar que pelas assimetrias que se fazem sentir atualmente em várias regiões do país, neste momento optar por viver e trabalhar num município contíguo pode significar menos vários anos de trabalho para adquirir uma habitação de maiores dimensões».

Guarda é a capital de distrito mais acessível para adquirir casa

Relativamente à diferença no preço dos imóveis a nível nacional, informações disponibilizadas pelo site Idealista informam que a Guarda é o distrito com os preços mais acessíveis do país.
Esta plataforma, que compara índices de preços das diferentes regiões, distritos e cidades, informa que apesar da subida de 42 por cento do preço por metro quadrado, relativamente ao ano passado, a cidade da Guarda é também a capital de distrito onde o custo para adquirir um imóvel é menor. Este estudo salienta ainda Castelo Branco e Vila Real, na lista de capitais de distrito mais económicas.
Comparativamente, Lisboa é a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço médio de 4.263 euros por metro quadrado. «O segundo e terceiro lugares do pódio são ocupados pelo Porto (2.677 euros por m2) e Faro (1.753 euros por m2)», é ainda referido no site. O painel global mostra que houve uma subida de preços transversal a todas as regiões no primeiro trimestre do ano, à exceção da região Centro e da Região Autónoma dos Açores, que apresentam uma descida de 4,7 e 5,7 por cento, respetivamente.
A Área Metropolitana de Lisboa é a região mais cara para comprar casa, seguida do Algarve, onde os preços da habitação rondam os 2.072 por metro quadrado e a Região Autónoma da Madeira, com um custo médio de 1493 euros por metro quadrado. De um modo geral, o preço dos imóveis em Portugal «voltou a subir 3,3 por cento nos primeiros três meses do ano, face ao último trimestre de 2018, fixando-se nos 1.849 euros por metro quadrado», de acordo com as informações do site Idealista, o que representa um aumento de 17 por cento em termos homólogos.

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