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Alterações climáticas são tema de seminário da UNESCO no Museu do Côa

Escrito por Jornal O Interior

“Territórios UNESCO e Alterações Climáticas: desafios e soluções” é o tema do seminário que decorre esta sexta-feira no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa.
O objetivo deste encontro é compreender «os impactos das alterações climáticas sobre o valor excecional dos bens classificados em Portugal, sejam eles sítios ou monumentos, e que vai juntar um conjunto de especialistas nesta matéria», adianta o presidente da Fundação Côa Parque. Bruno Navarro afirma que o Vale do Côa está inserido num território «muito sujeito» a este fenómeno. «Somos o maior santuário de arte rupestre ao ar livre do mundo, o que o torna mais vulnerável às mudanças climáticas face ao património do género que existe em grutas ou cavernas em vários países da Europa», alerta o responsável, que tenciona criar «um plano de gestão de risco e sustentabilidade». O documento já está a ser trabalhado com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), tendo sido candidatado a fundos comunitários.
«Ainda não temos resposta, mas o objetivo é fazer uma monitorização do Parque Arqueológico do Vale do Côa de forma permanente para que possamos antecipar os efeitos das alterações no clima», especificou Bruno Navarro. Para tal, serão colocados vários sensores ao longo do parque para avaliar em permanência indicadores de aquecimento e humidade ou detetar incêndios florestais. O seminário resulta de uma parceria entre a UNESCO e a Fundação Côa Parque. «No que se refere ao Património Mundial, a preservação e conservação dos bens reconhecidos no âmbito da Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural exige a compreensão dos impactos das alterações climáticas sobre o valor universal excecional dos bens, por forma a que possa ser dada uma resposta eficaz», justifica a Côa Parque. Atualmente, o Vale do Côa possui mais de mil rochas com manifestações rupestres, identificadas em mais de 80 sítios distintos, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, executadas há cerca de 30 mil anos.

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