Sociedade

«É inadmissível pedir 450 euros por um quarto a um aluno estrangeiro»

Escrito por Jornal O Interior

O presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) volta a alertar que o «principal problema» da instituição é a falta de camas para alojar sobretudo os estudantes internacionais.
Num ano em que o IPG recebeu mais de 900 novos alunos, nomeadamente dos PALOP e do Brasil, mas também cresceu «surpreendentemente» em termos de estudantes nacionais, Joaquim Brigas diz ser «inaceitável» a especulação que a situação está a gerar. «É inadmissível que se peçam valores exorbitantes por um quarto a estudantes internacionais. Sei de um caso em que pediram 450 euros a um jovem brasileiro, assim não dá. Temos trazido mais estudantes para a Guarda, mas verificámos ainda há pouco tempo que dez estudantes foram embora porque não conseguem alojamento por cá a preço aceitável, até 250 euros», critica o responsável. O presidente do IPG adianta que a instituição tem vindo a ajustar «o mais possível» a sua oferta de camas, mas acrescenta que é preciso outras entidades começarem a preocupar-se com o problema.
«É o principal entrave ao crescimento do IPG, que noutras cidades, como Bragança, foi ultrapassado quando a Câmara comprou casas, requalificou-as e cedeu-as ao Politécnico local, tal como as residências que construiu. Na Guarda não tenho conhecimento de nada», lamenta Joaquim Brigas, segundo o qual a transformação da Pousada da Juventude em residência está parada. Já a adaptação do Centro Apostólico, que terá capacidade para acolher 80 alunos, continua em análise junto da Diocese. «Infelizmente, continuamos a não saber onde se metem os estudantes que vêm para a Guarda. O IPG vive de coisas reais e não de promessas e projetos que não estão num horizonte temporal de utilidade para a resolução deste problema», acrescente o presidente do Politécnico.
«Se agora preciso de 200 camas não me adianta muito que me digam que para o próximo ano já vamos ter aí não sei quantas casas. Precisamos de soluções com urgência e é difícil encontrá-las sem os autarcas se envolverem», apela Joaquim Brigas.

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