Região

Museu da Covilhã disponibiliza folheto em Braille na Sala Wool

Escrito por ointerior

O mural sobre a Expedição à Serra da Estrela, patente na Sala Wool do Museu da Covilhã, inaugurada em junho de 2025, passou a estar acessível em Braille.
Segundo a autarquia, com este novo conteúdo, o museu covilhanense «reforça a sua matriz inclusiva, com a integração de um novo folheto de comunicação aumentativa e alternativa, que inclui guião em Braille, que vem completar a réplica tátil dos urugaios Colectivo Licuado» e assinala os 140 anos da primeira Expedição Científica à Serra da Estrela, promovida pela Sociedade de Geografia de Lisboa. Esta nova ferramenta pode ser utilizada por qualquer visitante, com ou sem limitações sensoriais, e destina-se a «continuar a incrementar o acesso físico, social e intelectual à participação cultural». Este tipo de recurso faz parte do projeto “Wool + Arte Urbana mais acessível”, coordenado por Célia Sousa e Fernanda Inês, do Centro de Recursos para a Inclusão Digital, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.
As duas especialistas foram responsáveis pela coordenação do projeto inclusivo, design, tradução e adaptação de pictogramas, edição e impressão em Braille, voz e gravação de áudio. Na referida sala encontra-se exposto «todo o percurso efetuado pelo projeto Wool ao longo de 14 anos, com recurso a texto, vídeo, imagem, mesa com réplica tátil e recursos de acessibilidade».
Localizado no centro da cidade, o Museu da Covilhã abriu ao público em agosto de 2021 e, em 2022, foi galardoado com o prémio Melhor Museu do Ano, pela APOM – Associação Portuguesa de Museologia. Instalado num edifício projetado por Ernesto Korrodi no princípio do século XX, este espaço, de acesso gratuito, aborda cronologicamente «as diferentes épocas de ocupação do território do concelho, seja através da implementação de tecnologia inovadora no percurso museológico, de textos, mobiliário e materiais acessíveis, ou de formas expositivas multimédia, imersivas e multissensoriais», lembra o município.

Sobre o autor

ointerior

Deixe comentário