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Edição de 17-08-2017

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Arquivo: Edição de 16-02-2017

SECÇÃO: Opinião

Anotações
A propósito de Rádio…

Na passada segunda-feira, 13 de fevereiro, foi comemorado o Dia Mundial do Rádio. Desde 2012 que esta data se constitui como oportunidade para assinalar a importância do rádio, quer como meio de informação, quer como agente de educação e cultura.
Em Portugal, a audiência radiofónica, diária, é na ordem de 4,9 milhões de pessoas, o que traduz a importância deste meio e a sua forte implantação. É significativo que o tema para a edição do Dia Mundial do Rádio de 2017 tenha sido, precisamente, “O rádio é você!”.
Tratou-se de um desafio a um maior envolvimento dos ouvintes na definição dos novos rumos da radiodifusão, no incremento de novas dinâmicas onde tenha lugar uma efetiva participação dos públicos.
Aliás, na mensagem que a diretora-geral da UNESCO divulgou a propósito desta efeméride era referido que «o rádio nunca foi tão dinâmico, atraente e importante». Irina Bokova, lembrando a época conturbada que vivemos, evidenciava o rádio como «uma plataforma duradoura para unir as comunidades. No caminho do trabalho, em nossas casas, escritórios e espaços abertos, em momentos de paz, de conflitos e emergências, o rádio continua a ser uma fonte essencial de informação e conhecimento, abrangendo diferentes gerações e culturas, inspirando-nos com a riqueza da diversidade humana e conectando-nos com o mundo».
A diretora-geral da UNESCO acrescentava, depois, que «o rádio fornece uma voz para mulheres e homens de todas as partes. Ele escuta seus públicos e responde a suas necessidades. Ele é uma força para a dignidade e os direitos humanos, bem como um poderoso catalisador de soluções para os desafios enfrentados pelas sociedades. É por isso que o rádio é importante para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O avanço nas liberdades fundamentais e a promoção do acesso público à informação são elementos essenciais para fortalecer a boa governança e o Estado de direito, assim como para aprofundar a inclusão e o diálogo».
Esse diálogo é fundamental para que tenhamos um rádio cada vez com mais abrangência e qualidade; o trabalho, no rádio, está em aperfeiçoamento constante e deve representar um incentivo diário para novas metas qualitativas. E ao nível das propostas informativas, musicais e culturais é bom não esquecer a importância da voz que não deve passar para um papel secundário; estamos a falar do radio, de comunicação.
A voz é indissociável do rádio, convertendo-a em magia e paixão; daí a necessidade de alimentar com palavras, com voz, mesmos os espaços inseridos em horários com menor índice de audição, que não devem ser menosprezados. É a voz que dá dimensão à presença do rádio, seja qual for o ponto ou lugar de sintonia; faz a diferença perante minutos e minutos sequenciais de música.
A força do rádio está na dinâmica e na postura de quem o faz, na sua capacidade de comunicação. E o rádio é isso mesmo e uma presença constante no nosso quotidiano; um meio que devemos continuar a valorizar, sempre e não apenas numa data do calendário!

Por: Hélder Sequeira





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