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Edição de 27-04-2017

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Arquivo: Edição de 16-02-2017

SECÇÃO: Política

Líder do PSD participou, na Guarda, no “Congresso da Coesão Territorial - O futuro dos territórios”, organizado pela JSD
Passos Coelho acusa Governo de não ter descentralizado «uma competência»

fotoPedro Passos Coelho considera que o atual Governo ainda não descentralizou «uma competência» para os municípios e não apresentou um único projeto nessa matéria.
«Já fizeram muita coisa mas ainda não apresentaram sequer um projeto. Têm andado em discussão com a Associação Nacional de Municípios, fizeram uns quantos anteprojetos a mostrar as intenções que tinham e a ANMP já disse que será realmente criminoso perder esta oportunidade», afirmou o presidente do PSD na Guarda, no domingo. Para o líder social-democrata, «tudo aquilo que foi discutido com o Governo não passou das intenções gerais e de superficialidade». Passos Coelho presidiu à sessão de encerramento do “Congresso da Coesão Territorial - O futuro dos territórios”, organizado pela JSD, tendo referido os casos da descentralização e da recapitalização da CGD como dois exemplos da «inatividade» do Governo. «Ao fim de quase ano e meio ainda não fizeram nada, ainda é só conversa para os jornais e para as televisões. A conversa é geral, ainda não discutiram com profundidade coisa nenhuma, mas já vão aprovar», rematou. Passos Coelho falou ainda de coesão territorial e da necessidade de ser feita uma reforma do Estado com base numa «abordagem global» e não de «forma casuística», observando que «deste Governo não se conhece nenhuma ideia sobre reforma do Estado».
Por sua vez, Álvaro Amaro, presidente da Câmara da Guarda, sublinhou que a coesão territorial é «um problema que os políticos têm que resolver. Mas não temos conseguido e já não temos muito mais tempo», alertou o também líder dos Autarcas Sociais-Democratas. O edil sugeriu três medidas públicas que ajudariam a corrigir as assimetrias entre litoral e interior: incentivar os jovens do ensino superior a estudar no interior, «coragem política» para o IRC ser progressivo e a descentralização do Estado. Álvaro Amaro partilhou ainda a sua preocupação por, no âmbito da revisão da carta educativa da Guarda, o especialista que está a elaborar o documento referir que «em 15 anos, o distrito da Guarda perdeu 30 mil pessoas». E que em 2031 poderá haver no concelho da Guarda «menos 2.200 crianças e jovens em idade escolar do que em 2011». O congresso reuniu no pavilhão do NERGA mais de 300 participantes de todo o país.





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