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Edição de 16-05-2013
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Secção: Sociedade

Alunos de Arquitetura da Universidade Católica de Viseu apresentaram propostas de intervenção na Câmara da Guarda para aquela zona
Alameda da “Ti Jaquina” é solução «desfasada» nesta fase
Por: Ricardo Cordeiro
Tempo de leitura: 4 m
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Câmara da Guarda quer encontrar uma solução que possibilite a «vivência plena» da zona para onde estava projetada a Alameda da “Ti Jaquina”
Câmara da Guarda quer encontrar uma solução que possibilite a «vivência plena» da zona para onde estava projetada a Alameda da “Ti Jaquina”
Cerca de 20 alunos do Curso de Arquitetura e Mestrado Integrado do pólo de Viseu da Universidade Católica, acompanhados do professor arquiteto Carlos Veloso, apresentaram recentemente na Câmara da Guarda quatro propostas de abordagem urbana para o vale onde se previa a construção da Alameda da “Ti Jaquina”.

O presidente Joaquim Valente considerou as soluções «interessantes», mas adiantou que a construção de uma grande alameda naquela zona da cidade é, nesta altura, «desfasada».

As propostas apresentadas «procuram colmatar e cerzir a estrutura urbana existente» e, simultaneamente, «apresentar alternativas de mobilidade e acessibilidade ao centro da cidade», indica o arquiteto, que é natural da Guarda. Os projetos enquadram-se nos conteúdos programáticos da disciplina de Projeto V e VI e versam sobre uma «área sensível» da cidade, consistindo na «análise da estrutura urbana que vai para além da zona de intervenção». O trabalho foi desenvolvido em equipa, através de quatro grupos de trabalho que tiveram em consideração os constrangimentos e as potencialidades do «território escolhido». Carlos Veloso adianta que as soluções são «diversas do ponto de vista da concretização», embora sejam «muito idênticas, na medida em que procuram respostas adequadas à estrutura urbana existente», tais como «promover acessibilidade entre bairros e entre a VICEG e os bairros».

O responsável pelo projeto de arquitetura do TMG considera que as propostas apresentadas são «futuristas no modo de as pensar», sendo que a nível «formal e físico» são «respostas convencionais, mas que respondem a problemas concretos da realidade urbana assimilada e identificados na análise», nomeadamente de «acessibilidade» e de «adequabilidade entre espaço público e edifícios». De resto, as propostas procuram «dar respostas alternativas à solução projetada de ocupação de um vale complexo com uma alameda», sendo que essa artéria obrigaria a uma expropriação de propriedades «incomportável» em termos financeiros. Também a sua implementação implicaria «a construção contígua ao longo da mesma e o preenchimento e impermeabilização do próprio vale», uma solução «demasiado onerosa», admite Carlos Veloso.

O arquiteto esclarece que as propostas de intervenção «convergem em ideias genéricas e modos de intervenção», sendo que «os projetos individuais que foram desenvolvidos é que apresentam programas de habitação multifamiliar, serviços, comércio e espaço público diverso». Contactado por O INTERIOR, o presidente da Câmara da Guarda confessa ter ficado «surpreendido» com as «interessantes» propostas apresentadas, principalmente porque «em meios académicos externos à cidade captam-se novas formas» de a ver e, «muitas vezes», também «novas soluções» para a mesma. Já a implementação das ideias no terreno «é difícil de analisar» para Joaquim Valente, até porque «podem ser equacionadas num eventual plano ou projeto que, para vir a ser equacionado, terá que ser obrigatoriamente mais elaborado e estruturado». O autarca salienta que a Alameda da “Ti Jaquina” é uma proposta urbanística «que visa criar uma solução para as relações entre a cidade e a VICEG e entre a cidade e os Bairros Nossa Senhora dos Remédios e da Luz que, vivendo paredes-meias,«carecem de ligação entre si», num «constrangimento urbanístico» que se mantém e, por isso, «continuamos a trabalhar no sentido de encontrar uma solução».

Contudo, o edil assegura que «a proposta de uma grande alameda que arrasava completamente aquele espaço verde, parece-nos, aos dias de hoje e considerando a forma como a cidade evoluiu, um pouco desfasada em termos de solução ideal». De resto, Joaquim Valente sustenta que «aquele espaço é visto na perspetiva da vivência urbana com qualidade e bem-estar» e isso passa por «encontrar uma solução de ligações entre espaços que neste momento estão afastados, bem como soluções de urbanismo que permitam aproveitar os recursos existentes para potenciar a qualidade de vida» dos cidadãos. Nesse sentido, no âmbito da revisão do Plano Estratégico, que está em curso, o presidente do município indica que «iremos ouvir os cidadãos e com eles focaremos as atenções neste espaço rico em recursos naturais e carente em infraestruturas básicas que permitam a sua vivência plena».


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