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Edição de 16-05-2013
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Secção: Em Foco

Câmara da Guarda assume que esta será a alternativa caso não se concretize o aumento de capital e a sociedade anónima seja inviabilizada
PLIE pode vir a ser gerida por condomínio empresarial
Por: Luis Martins
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Município continua a ser a maior acionista da plataforma logística
Município continua a ser a maior acionista da plataforma logística
A plataforma logística da Guarda pode vir a ser gerida por um condomínio empresarial caso não se concretize o aumento de capital da sociedade constituída pela autarquia e os parceiros privados.

A solução foi anunciada por Joaquim Valente na segunda-feira, após a última reunião de Câmara em que o social-democrata Rui Quinaz pediu um ponto da situação ao executivo. O presidente confirmou que o Conselho de Administração (CA) ainda não reuniu desde o adiamento da reunião de fevereiro por falta de quórum – e não adiantou nova data –, o que tem impedido a marcação da Assembleia-Geral que deverá deliberar sobre o aumento de capital social dos atuais 50 mil euros para 1,5 milhões, anunciado em 2008. Mas garantiu que «à falta de resposta dos privados, a Câmara nunca poderá abandonar um equipamento que criou e cujas despesas e encargos tem assumido». O edil disse mesmo que o município tem tido «um papel determinante no sucesso» do projeto, mas rejeitou a possibilidade de assumir a maioria do capital avançando em contrapartida com a necessidade de criar «um condomínio empresarial para gerir a PLIE se não houver sociedade».

Joaquim Valente sublinhou que essa será a «alternativa» quando estiverem concluídos o centro de serviços e o Centro Tecnológico e Logístico, cuja construção deverá ser posta a concurso este ano e no próximo, respetivamente. De resto, o edil admitiu também que alguns dos sócios fundadores sem ligações à Guarda, como a Mota Engil, poderão já não estar interessados na PLIE. «Neste momento estamos a fazer um compasso de espera para fazer contactos com outros investidores e empresários, mas também para fazer avançar o projeto dos serviços comuns e partilhados da plataforma logística», acrescentou. No entanto, Rui Quinaz não partilha deste otimismo e considera que a solução para a PLIE não está encontrada. Pelo contrário: «A Câmara está a assumir que o projeto é um investimento municipal e prescinde dos parceiros privados», declarou.

A autarquia continua a ser a maior acionista da PLIE quatro anos depois dos parceiros fundadores terem sido solicitados a acompanhar o aumento de capital para 1,5 milhões de euros – um valor já considerado excessivo por Joaquim Valente num contexto de crise. Mas muito poucos se mostraram disponíveis a fazê-lo. O impasse arrasta-se desde então, tendo quase transformado a Sociedade Anónima (SA) numa empresa municipal por a Câmara deter a maioria do capital (63 por cento). Para evitar que a situação se repita, o executivo já aprovou uma deliberação segundo a qual o município só assumirá até 37 por cento do capital social quando se concretizar o aumento. Isto, para forçar os privados a tomar conta do projeto. O CA é constituído pela Câmara, que preside, pela construtora MRG [Manuel Rodrigues Gouveia], a Sociedade Geral (ex-IPE – Investimentos e Participações do Estado), a Joalto e a Gonçalves & Gonçalves.

Câmara lança concursos

A Câmara da Guarda conta lançar este ano o concurso público internacional para a construção e exploração do “truck center” da PLIE. Trata-se de concessionar a privados um posto de combustíveis, serviços de mecânica e de apoio a motoristas, com um espaço para pernoita, assim como área de estacionamento vigiado para camiões. Em fase de elaboração está o projeto de arquitetura do Centro Tecnológico e Logístico, a cargo dos serviços técnicos da autarquia. Neste caso, o edifício vai acolher os serviços de apoio e gestão da PLIE e uma incubadora de empresas, sendo que deverá estar pronto para ser candidatado a fundos comunitários e posto a concurso no próximo ano. O município estima investir cerca de 5,5 milhões de euros nos dois projetos.


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