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Edição de 26-08-2010
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Secção: Em Foco

Grande transportadora de mercadorias vai chamar-se GuardaLink e está prestes a ser constituída, devendo instalar-se na PLIE
”Cluster” dos transportes já inclui empresas de fora da região
Por: Sandra Invêncio
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A Câmara da Guarda deverá ceder terreno com 35 mil metros quadrados na PLIE
A Câmara da Guarda deverá ceder terreno com 35 mil metros quadrados na PLIE
O projecto de criação de uma grande transportadora de mercadorias, capaz de ombrear com as maiores firmas nacionais e internacionais do sector, já ultrapassou as fronteiras do distrito. Às 18 empresas da Guarda, confirmadas em Março do ano passado, juntaram-se entretanto mais sete, sediadas em Castelo Branco, Viseu e Braga. A constituição da sociedade anónima, que quer unir forças para vencer a crise, «está na recta final» e deverá instalar-se na PLIE – Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial, adianta Manuel Torres, do NERGA (Associação Empresarial da Região da Guarda).

Com as 25 firmas, a sociedade, que vai chamar-se GuardaLink, conseguirá estar no mercado com cerca de 500 camiões, mas pretende-se que «outras empresas, de todo o país, se juntem ao projecto», mesmo depois da constituição da sociedade, explica o director do Gabinete de Apoio ao Empresário do NERGA. Inicialmente, a ideia era juntar somente transportadoras do distrito. «Um conjunto de indicadores veio revelar-nos que deveria existir outra abertura», adianta Manuel Torres, que espera que a sociedade consiga instalações que sirvam de entrepostos um pouco por todo o país, fazendo da Guarda «o ponto de encontro entre o Minho e o Algarve». «Estamos a falar de um projecto nacional», sublinha o responsável, para quem esta é a forma das empresas se tornarem mais competitivas em termos comerciais, administrativos e logísticos, unindo-se para gerir os recursos.

A ideia é constituir a sociedade com as actuais 25 firmas, cada uma das quais terá que contribuir com um mínimo de 10 mil euros para o capital social. O NERGA também vai entrar e fará parte do Conselho de Administração durante um período de três anos. De acordo com Manuel Torres, está «tudo pronto para avançar», nomeadamente a estratégia a seguir, o estudo de viabilidade, os estatutos ou o contrato parasocial. Só falta o terreno para a GuardaLink se instalar, mas a Câmara da Guarda já se disponibilizou a ceder uma área de 35 mil metros quadrados na PLIE. «Aguardamos agora a formalização definitiva da cedência» diz. Ainda relativamente a espaços, foram feitas diligências junto da Câmara de Almeida para a cedência das instalações do antigo parque TIR de Vilar Formoso. Relativamente a associações e autarquias da região, que o projecto planeia envolver e ter também como accionistas, «há algumas interessadas», garante o empresário, escusando-se a revelar mais pormenores. Definido está já que o Conselho de Administração terá, além do NERGA, apenas profissionais da área da gestão, sendo que os industriais integrarão o conselho superior, com nove a 15 elementos.

A GuardaLink terá um departamento comercial, ao qual caberá identificar potenciais clientes e candidatar-se a concursos internacionais; uma central de compras para reduzir os custos face aos actuais encargos de cada transportadora e uma central logística, que terá a seu cargo aspectos como a gestão de frotas ou de serviços de clientes. Estão ainda previstos um armazém, com etiquetagem, gestão de devoluções, de embalagens vazias e de grupagem/desgrupagem, bem como uma área destinada à manutenção para pequenas reparações mecânicas, lubrificações, pneus e lavagens. No centro da estratégia estará ainda a implementação de um “software” capaz de fazer a gestão dos recursos e de recolher e processar dados de cada uma das empresas em tempo real. Os estudos iniciais estimam que, no primeiro ano, a GuardaLink tenha uma facturação da ordem dos 60 milhões de euros.


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