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Edição de 30-10-2014
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Secção: Cultura

Um dos maiores cantautores espanhóis actua sábado à noite no grande auditório do TMG
Mítico Patxi Andión na Guarda
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A Guarda integra a mini-digressão que Patxi Andión faz este mês por Portugal, onde não actua desde 1999. Aquele que é considerado um dos maiores cantautores de Espanha canta sábado à noite no grande auditório do TMG, após tocar em Lisboa e no Porto. Neste regresso, o mítico cantor apresenta dois novos discos, uma colectânea de clássicos seus e outro de originais, intitulado “Porvenir”.

Patxi Andión mantém grande popularidade, tanto em Portugal como em Espanha, apesar não ter gravado nada de novo entre 1999 e 2008. Prova disso é que a colectânea em CD duplo “30 Grandes Êxitos - O Melhor de Patxi Andión”, com novos arranjos, editada recentemente esgotou em poucas semanas no nosso país. O artista vai actuar com a sua banda acústica de jazz, formada por Carlos Camarasa (guitarras), Guillermo McGill (bateria e percussão), Martin Leyton (contrabaixo e guitarra baixo) e António Serrano (harmónicas e melódica). Patxi Andión González nasceu em Madrid, em 1947, e na adolescência tocou em vários grupos de rock. Já tinha então o seu inconfundível vozeirão, o que naquela época o impedia de cantar «por ter voz de negro», o que não era bem aceite.

O seu pai era um republicano de esquerda e esteve preso durante anos, ambiente que moldou a sua consciência política, mais tarde desenvolvida na FRAP, organização revolucionária de esquerda que lutou contra o franquismo. Depressa passou para a canção de autor e por causa dessa militância esteve prestes a ser preso pela polícia política em várias ocasiões, pelo que decidiu atravessar a fronteira para França. Para evitar o exílio definitivo, voltou para Espanha e cumpriu o serviço militar, altura em que fez o seu primeiro disco, um single com dois temas, gravado pela Sonoplay e proibido mal veio a público. Pouco depois saiu o seu primeiro LP, “Retratos”, uma colecção de canções sobre personagens que não estavam em concordância com a «realidade oficial» voltou a trazer-lhe graves problemas com a censura.

Um dos seus primeiros temas, “Canto” (incluído no seu primeiro single e depois no LP de estreia) e “Mi Niñez”, editados em 1978 no LP “Cancioneiro Proibido”, tiveram grande sucesso, apesar boicotados pela maioria das cadeias comerciais. Nessa época que Patxi Andión viveu a sua maior actividade musical, tendo editado dez discos. Nos anos 80 resolveu aproveitar as suas licenciaturas em Psicologia, Jornalismo e Sociologia para se tornar professor na Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Madrid. Em meados da década seguinte publica um novo disco “Nunca, nadie” no qual volta a gravar algumas canções dando-lhes um formato diferente e inclusivamente modificando letras e músicas.


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