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Edição de 11-10-2018
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Secção: Opinião

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Fukuyama na Foreign Affairs
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Setembro tem um artigo duro e preocupado do pensador Fukuyama que se debruça sobre o império da identidade e a importância do «politicamente correto» e ainda a força do tribalismo minoritário ofuscando os pilares da civilização como a herdámos. Fukuyama aborda a primazia do eu sobre o coletivo e a importância que alguns atribuem ao seu ego e suas convicções sobre a existência do presente. Os meus direitos específicos requerendo igualdade e respeito. Só que o discurso da minoria vai construindo uma ditadura sobre o discurso dos outros e criando um politicamente correto cada vez mais agressivo. As redes sociais destroem um detalhe, formam um monstro de um gesto na vida por troca com uma opção de vida. Fukuyama não aborda no seu texto a importância do confronto discursivo religioso sobre estas minorias que no ocidente têm ganho força e importância. Fukuyama esquiva-se do discurso pelos animais que constrói legislação e defende penalizações graves às pessoas. No ponto último, chegámos à eutanásia de pessoas e a sua proibição em canis municipais. Em última análise, legislamos emocionalmente, desrespeitando conselhos de instituições científicas sobre os assuntos. Esta luta dos direitos faz todo o sentido para a construção de um mundo de identidades e de tribos que formam nichos e constroem forças políticas. O que Fukuyama não analisa e é fundamental está visível no aumento dos discursos radicais religiosos que vemos no Brasil, nos EUA, nos países muçulmanos, e que levam à construção de lugares de oração nos grandes aeroportos do mundo (Lisboa não tem) e a sinais de se erguer um discurso moralista associado a uma direita muto contundente. Fukuyama explica a subida da direita e o aparecimento de Trump pelo desgaste das pessoas ao politicamente correto e o exagero da contundência de notícias falsas e construções do real que são lentamente desmascaradas. De facto, quando Paula Krugman afirmava estarmos perante a maior crise financeira do mundo após a eleição de Trump caiu-lhe uma realidade redondamente diversa, com uma América com 3,5 por cento de desemprego, com uma bolsa forte e estável, com um resultado na confiança enorme e com uma melhoria da economia. Os “bitaites” não estão a surtir efeito e a realidade é esmagadora sobre os discursos falsos. O importante é perceber que o discurso de esquerda tem de se preparar para uma onda de retrocessos e de eleições onde a direita ganhará consistência. O que está mal é não antecipar, não melhorar o discurso, não ser mais exigente com as reivindicações e mais explícito nas soluções preconizadas.

Por: Diogo Cabrita


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