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Edição de 20-09-2018
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Arquivo: Edição de 13-09-2018

Secção: Opinião

Um adeus estival!
Tempo de leitura: 3 m
 
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Como previ num dos artigos que escrevi recentemente, o tal “Movimento pelo Interior” tem-se esfumado em realizações.

Depois da pompa e circunstância que rodearam a sua criação, com uma linguagem demolidora para com a situação prevalecente, encontramo-nos hoje perante um nado-morto. Nada que os que por aqui vivem não estejam habituados.

Vamos falar de coisas sérias. Mais uma vez os professores voltam à berlinda, e os seus detratores aproveitam as suas justas reivindicações, para zurzirem nos seus líderes sindicais ou nos representantes das suas organizações profissionais. Um país que não respeite os seus professores não respeita nada nem ninguém. O maior inimigo dos professores bons, que são a maioria, são os maus profissionais, que sendo uma minoria servem para que certa incompetente gente os utilize e faça “bullying” sobre alguém a quem se entrega o melhor que temos: os nossos filhos.

A democracia evoluiu, mas a democraticidade nas escolas ainda não terá ultrapassado tiques de anarquismo misturadas com um autoritarismo disfarçado de um período de pré 25 de Abril de 1974. A fórmula encontrada para a gestão das escolas é do mais canhestro que há, e transforma o espaço escola num lugar de continuada campanha eleitoral, privilegiando os votantes em detrimento do universo dos alunos.

A degradação do ensino passa por isto, e a figura do diretor de agrupamento deixou de ser pautada pela competência e afirmação coerente de responsabilidades e transformada na do “tipo porreiro”, que dá a resposta adequada às circunstâncias que lhe agradem em função de renovação de mandato.

É urgente eliminar o “nacional-porreirismo” das escolas e fazer-se um esforço para que as avaliações sejam feitas para que todos os professores tenham bom e muito bom, porque é isso que promove o laxismo e a desconsideração por uma classe que devia ser a de maior prestígio no país.

Ninguém pode querer igualdade nas classificações, tem que se exigir igualitarismo na avaliação rigorosa e competente dos educadores para que se estabeleça uma hierarquia de competências que prestigie um modelo de ensino que deixe de ser cataventista.

Os sindicatos defendem o que os professores julgam querer ver defendidos, como qualquer outra organização de classe, e as pessoas não devem estar sempre a matraquear em cima de dirigentes eleitos só porque não se gosta da cor da camisola que envergam. Os sindicatos são indispensáveis para construir o edifício educativo do país, pelo que alguma sordidez nos ataques pessoalizados aos seus dirigentes passam a ter um efeito boomerang e quem passa a vítima passam a ser os alunos que, a perpetuar-se a situação, acumulam maus hábitos e levam para a vida alguma “caosificação” em que se transforma o modelo do ensino em Portugal.

Como em tudo há uma tabela alargada entre o muito bom e o mau. Não consigo é admitir que sejam todos muito bons!

Por: Fernando Pereira


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