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Edição de 13-09-2018
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Secção: Opinião

Mitocôndrias e Quasares
Kilauea
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O vulcanismo é um tema pouco atrativo, com um conjunto de ideias e conceitos que, na grande maioria das vezes, são incompreensíveis para o público. Esta matriz conceptual, associada a um ciclo noticioso dominado pela espuma dos dias, remeteu para breves apontamentos nos espaços informativos das televisões portuguesas um fenómeno natural que tem devastado a costa da maior ilha do Havai – a erupção do vulcão Kilauea.

Desde 3 de maio, data em que começaram as erupções, o Kilauea já destruiu de 450 a 600 casas, desalojando cerca de 2.800 moradores. Trata-se da maior destruição, num menor intervalo de tempo, de qualquer vulcão havaiano na história moderna desta ilha americana.

O vulcanismo é um conhecido fenómeno pelo qual o magma originado no interior da litosfera se põe em comunicação com a superfície da Terra através de uma zona de fratura. A palavra vulcão provém do latim Vulcanus, o deus do fogo para os antigos romanos. Um vulcão é uma abertura na superfície da Terra pela qual emerge a rocha fundida e incandescente chamada lava. Quando este material é expulso para a superfície, arrefece e torna-se sólido. Geralmente os vulcões têm a forma de um cone. Durante a erupção a lava sai para o exterior rapidamente, mas os gases que são libertados quebram a superfície da lava, daí que apresente um aspeto áspero e irregular.

Os fenómenos mais perigosos associados aos vulcões são os fluxos de lava, as nuvens de cinza e os materiais piroclásticos, os fluxos piroclásticos, o derretimento de glaciares, os fluxos de lama associados e a emissão de gases e chuvas ácidas. O material piroclástico é uma nuvem de fragmentos de lava muito quente que circula a grande velocidade através do ar e do vapor. Por seu lado, o fluxo piroclástico pode estender-se desde o vulcão ao longo de quilómetros e destruir toda a vida e propriedade que encontre na sua passagem. Relativamente à atividade vulcânica, podem especificar-se dois conceitos diferentes, mas muito relacionados entre si: a perigosidade dos vulcões e o risco vulcânico.

O conceito de perigosidade depende da potencialidade de ocorrência de um fenómeno natural, que, por sua vez, depende da existência de condições geológicas e naturais que tornem provável uma futura erupção. Este conceito é independente da presença, ou não, de comunidades bióticas ou de atividades humanas que se desenvolveram, ou não, próximo da sua área de influência. Isto significa que a perigosidade é um fator do vulcão e não dos danos que a sua atividade possa causar. Por outro lado, há o risco vulcânico. Neste caso, são tidos em conta os danos potenciais que a atividade de um vulcão poderia causar sobre as populações e infraestruturas que o rodeiam.

Em consequência, e embora exposto desta forma, talvez pareça contraditório, pode dar-se o caso de existirem vulcões de alta perigosidade (devido às suas características e história eruptiva) que sejam de baixo risco por se localizarem em zonas afastadas das comunidades humanas; o inverso também pode ser verdade. Um bom exemplo é o Kilauea, que, apesar de ser um vulcão de baixa perigosidade, implica risco para as comunidades porque a sua atividade desenvolve-se próximo das populações.

Por: António Costa


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