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Edição de 21-06-2018
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Secção: Opinião

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Os sistemas operativos são como a nossa capacidade de adaptação. Um ser humano tem de ser flexível para a mudança mas isso nem sempre significa que mudar seja uma evolução. A ideia que tudo o que é novo é melhor, que todas as sugestões de informatizar, converter à internet, trazem melhoria são uma progressiva e retumbante falácia. Há coisas que melhoram, como a rapidez, a acessibilidade dos que estão integrados, mas há muitas outras que se perdem. A relação médico doente com o ecrã no meio é muito pior. Os computadores só têm informação se nós a colocarmos neles. Não há geração espontânea de informação. Assim o sistema informático obriga a registos e isso é uma vantagem também. Claro que onde os profissionais se recusam a escrever, a colocar registo, quem perde é o cliente. Os profissionais estão de passagem, as instituições ficam.

Os sistemas operativos devem ser alimentados das novidades, da evolução vertiginosa com que saltam de memórias, de placas gráficas, de aplicações novas, cada vez mais elaboradas mas também mais amigas do utilizador. O problema está na segurança que ainda está longe da eficiência máxima. Por essa razão se legisla e surgem agora novas regras de registo, de arquivamento de dados de proteção dos clientes e dos utilizadores. Onde percebemos que as grandes instituições públicas e privadas falham é na adaptação a este novo mundo. Há hoje cartões de multibanco que funcionam melhor que os Visa e Mastercard, e acrescentam a vantagem de serem gratuitos, há sistemas como o “Paypal” que protegem o comprador na navegação em rede. Os bancos vão ter de roubar menos e de cobrar menos taxas injustas e monitorizar-se num processo mais credível e amigo. Mas se integramos novas aplicações temos de comprar máquinas com “hardware” que as possam processar. O sistema português é típico do deslumbrado pobre que se quer fazer passar por gabiru. Os hospitais fecham aplicações para não cansar os velhos computadores que fazem o serviço de bengala e de andarilho. Os bancos não deixam os funcionários usar o Google com medo da internet. Os polícias recebem a queixa sobre roubos informáticos em gabinetes onde um homem fardado bate com dois dedos o início de uma batalha contra um miúdo cheio de habilidades e de apetências. O polícia inadaptado vai sempre perder. O “pobre metido a besta rica” é a imagem do nosso Estado informatizado. Veja-se o problema dos tribunais com sistemas obsoletos de recolha de informação, de gravação, de arquivamento, de incapacidade em sustentar jurisprudência, em pesquisar informação dentro daquilo que foi arquivado. Ali debitam-se dados mas eles não são utilitários, não trabalháveis em rede. A forma como colocamos a informação nas máquinas é essencial ao futuro. Os computadores não são cabides, não são novas gavetas, servem para elaborar raciocínios a partir do arquivamento. Também isto tem de ser pensado, e depois temos de repensar este medo da transparência, da evidência. A geração “selfie” desnuda não pode depois exigir que não lhe conheçam outras intimidades. Mostra as mamas e o rabo mas esconde os valores das contas bancárias e as transações realizadas. As instituições públicas não podem querer estar informatizadas e impedir o uso dos motores de busca. As redes sociais são um novo mecanismo de correio que não pode estar fechado ou bloqueado, aliás, com os telemóveis em todas as mãos é até caricato tentar impedir os funcionários de utilizar a net. O pagamento por trabalho, por dedicação, por eficiência, por atração de clientes, por adaptação ao imprevisto, vai resolver o absentismo do rabo sentado com telemóvel na mão.

Por: Diogo Cabrita


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