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Edição de 16-08-2018
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Arquivo: Edição de 07-06-2018

Secção: Região

Milhares de visitantes na feira medieval da “cidade falcão”

A lenda voltou a renascer em Pinhel que, no último fim-de-semana, recuou até à Idade Média para abraçar a quarta edição da sua feira medieval.

Por: Sara Guterres
Tempo de leitura: 4 m
 
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O município providenciou trajes da época para quem se quis vestir a rigor
O município providenciou trajes da época para quem se quis vestir a rigor  Clique na imagem para a aumentar.
Alguns milhares de visitantes, entre eles dezenas de espanhóis, passaram pela “cidade falcão” para viver de perto os costumes e tradições da época medieval. Não faltaram manjares, tabernas, cortejos, torneios, teatro, música, dança e animação de rua, tendo sido recriados acontecimentos e evocadas personagens que fazem parte da história de Pinhel e da região.

O balanço é muito positivo e o autarca local garante que esta edição superou expectativas: «O nosso objetivo foi atingido, que é promover Pinhel através da feira medieval e obviamente que, promovendo Pinhel, estamos também a promover a região», considerou Rui Ventura. Apesar de não haver contabilização de visitantes, o edil destaca que «o percurso na zona histórica esteve sempre cheio e compacto» durante os três dias, ainda que na sexta-feira S. Pedro tenha pregado um pequena partida. «Aliás, o “feedback” que temos dos expositores é que as coisas correram bem», adiantou o autarca, não esquecendo que os restaurantes e cafés «estiveram sempre» a abarrotar.

Entre os 120 expositores presentes esteve Carolina Sales, em representação da Casa Agrícola Quinta da Retorta. «É o quarto ano que participamos na feira medieval, que é uma maneira de publicitarmos os nossos produtos e dá sempre movimento» à cidade, defendeu. Da mesma opinião partilha Maria Ferreira, que participa todos os anos com um stand onde se podiam provar coscoréis do Manigoto. «Acho que é uma grande ajuda para os produtores da região. É sempre bom», disse a participante. Mas nem só a economia local ganha com este evento e Rui Ventura admite que outra vertente «muito importante» é a promoção do território e do concelho. «Temos que apostar cada vez mais neste tipo de eventos para promover o território e o nosso património», justifica o presidente do município, adiantando que, de ano para ano, o objetivo é fazer «sempre diferente, em locais diferentes, em momentos diferentes». De resto, em 2019 a feira medieval vai decorrer entre muralhas, mas com algo distinto.

Cerca de 350 comensais trajados a rigor na ceia medieval

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Já passava das 19 horas de sábado quando cerca de 350 comensais, trajados com vestes da época medieval, se concentraram na escadaria junto à Igreja da Misericórdia de Pinhel. Guiados pela música, o grupo seguiu, em fila indiana, pelas ruas do centro histórico até ao castelo, onde teve lugar uma ceia medieval que contou com a presença do alcaide de Ciudad Rodrigo, Juan Tomás Muñoz.

Com uma ementa inspirada na época, mas com um toque moderno, os participantes foram recebidos com queijo, chouriça, presunto, fruta e azeitonas. Seguiu-se a sopa, o prato principal (castanhas, legumes e carne de porco) e a sobremesa – as tradicionais cavacas. Principiante nestas andanças, Juan Tomás Muñoz admite que já tinha «a intenção de conhecer» esta feira há algum tempo: «Foi uma grande surpresa pela quantidade de atividades e pela participação de toda a localidade», reconheceu o alcaide de Ciudad Rodrigo. Quanto às desavenças entre Portugal e Espanha, retratadas durante o último fim-de-semana na “cidade falcão”, fazem parte do passado e, para o autarca da vila fronteiriça, «é fundamental» manter o trabalho conjunto entre os dois países: «Veio uma excursão de Ciudad Rodrigo para participar na feira e creio que podemos contar com alguma representação de Pinhel na nossa feira medieval, que será em outubro», vaticinou.

Depois da ceia, que foi pontuada por espetáculos teatrais, musicais e até o voo do falcão, os comensais juntaram-se às centenas de pessoas que aguardavam na Praça do Castelo para assistir a um torneio a cavalo entre os terços pinhelenses e os castelhanos. Nem o frio fez os visitantes arredar pé e, entre batota, habilidades e falcatruas, recuou-se no tempo até à disputa cujo prémio era o magnânimo falcão. A feira terminou no domingo com um espetáculo de encerramento com todos os intervenientes e populares.


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