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Edição de 21-06-2018
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Secção: Região

Recriação da Batalha de São Marcos foi ponto alto das comemorações do feriado municipal, no passado dia 29 de maio
Pão e laranjas no feriado municipal de Trancoso
Por: Luis Martins
Tempo de leitura: 3 m
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Centenas de populares deslocaram-se ao planalto de São Marcos para assistir à luta entre portugueses e castelhanos
Centenas de populares deslocaram-se ao planalto de São Marcos para assistir à luta entre portugueses e castelhanos  Clique na imagem para a aumentar.
Os portugueses voltaram a derrotar os castelhanos no planalto de São Marcos, em Trancoso, mas desta vez os invasores receberam palmas além do pão e laranjas a que foram votados segundo diz a lenda desta batalha travada 29 de maio de 1385, data escolhida para comemorar o Dia do Concelho.

A recriação de tão importante refrega pela independência de Portugal do reino de Castela, encarada como o prenúncio da decisiva Batalha de Aljubarrota, de 14 de agosto do mesmo ano, que entregou definitivamente a Coroa Portuguesa ao Mestre de Avis, D. João I, envolveu vários grupos especializados neste género de eventos como os Cavaleiros de Ribadouro, os Cavaleiros e Damas D’El Rey, Cryseia e as Espadas de Santa Maria. O espetáculo atraiu centenas de pessoas até ao local, classificado como Monumento Nacional desde 2012, e culminou as comemorações do feriado municipal. Houve também cerimónias militares, presididas pelo major-general Aníbal Flambó, diretor da Direção de História e Cultura Militar do Exército, com o Regimento de Infantaria 14 de Viseu a prestar homenagem «aos que lutaram pela soberania nacional» em Trancoso, cujo nome está «gravado nos bronzes da História de Portugal». Mas volvidos 633 anos sobre este acontecimento histórico, as “guerras” são outras. Desde logo políticas, como ficou patente na sessão solene que se seguiu à recriação.

O vereador social-democrata João Rodrigues não deixou escapar a oportunidade para afirmar que «é imperioso dar vida ao centro histórico» através de apoios do município à fixação de comércio e de jovens. Por sua vez, o presidente da Câmara Amílcar Salvador contrapôs uma visão diferente ao afirmar que, «paulatinamente, Trancoso vê a sua economia a crescer, a sua dívida a diminuir drasticamente e paga a tempo e horas». E acrescentou que as batalhas de hoje são «pelo desenvolvimento do concelho e contra a desertificação». O edil apelou ainda ao Ministério da Cultura para que dê «mais atenção» ao campo de 44 hectares onde decorreu a batalha. «É monumento nacional e não pode continuar votado ao abandono», disse Amílcar Salvador, que alertou também para a necessidade de uma «intervenção urgente» na pequena e degradada capela de São Marcos.

«A Câmara está disponível para requalificar este espaço porque também queremos vencer esta batalha», garantiu, perante o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel. A jornada terminou com a habitual distribuição de pão e laranjas pelos populares para recordar a pesada derrota infligida pelos portugueses, em número inferior, ao exército castelhano. O campo da Batalha de Trancoso é um dos seis espaços históricos que integram uma rede dos principais campos de batalhas portugueses, dinamizada pela Fundação Batalha de Aljubarrota. Os restantes são Atoleiros (1384), Aljubarrota (1385), Linhas de Elvas (1659), Ameixial (1663) e Montes Claros (1665).


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