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Edição de 24-05-2018
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Arquivo: Edição de 10-05-2018

Secção: Sociedade

Potencial do turismo interno debatido na Guarda

Cerca de 500 empresários, investigadores, responsáveis e autarcas debateram as estratégias de um setor em franco crescimento na quinta edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal” organizado durante dois no TMG pelo Turismo do Centro.

Por: Luis Martins
Tempo de leitura: 5 m
 
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«Estamos a ultrapassar os problemas estruturais» que afetam o turismo da região Centro, disse Pedro Machado
«Estamos a ultrapassar os problemas estruturais» que afetam o turismo da região Centro, disse Pedro Machado  Clique na imagem para a aumentar.
Na sessão de abertura, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, recordou que este encontro surgiu há cinco anos para discutir os problemas que mais afetam o turismo da região, como a sazonalidade, a baixa estadia média e a litoralização da procura turística. O responsável concluiu que esses são «problemas estruturais que estamos a ultrapassar», sublinhando que o Centro cresceu 26,6 por cento na procura de estrangeiros no ano passado e 68,4 por cento fora da época alta. «Estamos a crescer em hóspedes e dormidas» porque «o turismo de Natureza, de património e cultura, o turismo ativo, enogastronómico, de “wellness” e bem-estar são procurados por cada vez mais visitantes», concluiu Pedro Machado, que salientou a importância do reforço do trabalho em rede com Espanha, iniciada em janeiro de 2017: «Juntos, Portugal e Espanha são o maior mercado mundial em termos de procura», afirmou.

Por cá, o presidente do Turismo Centro de Portugal, que se recandidata ao cargo, alertou para «o risco» da municipalização do turismo com o processo de descentralização anunciado pelo Governo. «O processe não deve minar o sucesso que foi possível conquistar nos últimos anos», considerou, reclamando que essa descentralização deve ser acompanhada «dos recursos financeiros necessários para a capacitação dos agentes turísticos nas respostas aos desafios do futuro». O Fórum foi promovido pela Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e teve áreas temáticas o “Turismo de Natureza: que desafios para a sustentabilidade?”, “Turismo de interior - desafios e tendências”, “Inovação, competitividade e coesão”, “Novas tendências na promoção dos destinos” e “Novas tendências da procura turística”.

O primeiro dia ficou marcado pela intervenção de Domingos Xavier Viegas, coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e autor do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande, que alertou que os incêndios florestais são «uma das maiores ameaças para o mundo rural. Põem em causa a segurança das pessoas, o património e afetando todas as atividades, incluindo o turismo». Por sua vez, Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, falou sobre a importância do enoturismo, que considerou «uma oportunidade de desenvolvimento para o interior». Já Paulo Romão, responsável pelo projeto Casas do Côro (Marialva, Mêda), partilhou a história de sucesso do seu empreendimento turístico na Aldeia Histórica de Marialva (Mêda). «Tivemos de criar um destino. Para isso, desviámo-nos do convencional e criámos um projeto para tudo e para todos», declarou.

E João Paulo Catarino, coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, elogiou as vantagens competitivas que o interior pode oferecer nesta área, dizendo «no interior oferecemos autenticidade», mas que é necessário alargar o território que recebe turistas para zonas menos visitadas. «Falta-nos ensinar o caminho para o interior a quem chega a Lisboa e Porto», afirmou. A fechar do dia, Luís Veiga, CEO da Natura IMB Hotels e do IMB Group, denunciou os «custos de contexto» que penalizam quem pretende investir no interior, nomeadamente as portagens, o preço da água, a taxa de ocupação de gás natural, a derrama e outros. O empresário apelou mesmo a uma «desobediência civil» relativamente às portagens. «É altura das SCUT voltarem a ser o que eram antes da crise», sustentou. Na terça-feira o fórum debateu o papel que as indústrias criativas podem ter na promoção turística, com a presença, entre outros, de Ruben Alves, realizador do filme “A Gaiola Dourada”. As novas tendências da procura turística e a relação estratégica entre património e turismo foram outras temáticas abordadas no último dia do Fórum.

Álvaro Amaro sugere Região de Turismo Coimbra-Centro

A cerimónia de abertura do fórum ficou marcada por uma declaração inesperada de Álvaro Amaro. O presidente da Câmara da Guarda sugeriu que a Região de Turismo do Centro possa designar-se de Coimbra-Centro, como acontece com a Região de Turismo Porto-Norte.

«Eu também gostaria mais, como autarca da Guarda, que se chamasse Guarda-Centro mas vamos ser francos, com todo o respeito pelas outras cidades, acho que uma grande marca da região Centro é Coimbra», defendeu. O edil constatou também que «o interior começou a ser descoberto» e que referiu a Guarda registou nos últimos quatro anos um crescimento de «76 por cento do volume de turistas registados no posto de turismo». Contudo, Álvaro Amaro admitiu que a cidade mais alta ainda tem «um longo caminho a percorrer no grande mercado ibérico». Na sua intervenção, o autarca disse também que é necessária uma «estratégia de desenvolvimento turístico do interior, para que Portugal seja o melhor destino turístico do mundo também em zonas de interior».

Na ausência da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, coube a Carlos Abade, administrador do Turismo de Portugal, falar do sucesso turístico do país e da sua importância para «dinamizar, criar riqueza e emprego» nos territórios do interior. «Fazer crescer o turismo nestas regiões é a melhor via para o seu desenvolvimento», acrescentou, lembrando que o turismo interno é «o maior mercado de turismo nacional, com um peso superior a 50 por cento no Alentejo e no Centro». O responsável abordou também a recuperação do Hotel Turismo no âmbito do programa REVIVE, tendo elogiado e agradecido o trabalho da autarquia no desfecho do processo.


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Comentários dos nossos leitores
A.Monteiroaug.mont@sapo.pt
Comentário:
Para haver turismo é necessário atrair turistas. Que tipo de turistas se pretende? Turistas de pé descalço ou turistas que tragam libras e dólares? Para estes últimos só seria possível a sua vinda a partir dos aeroportos mais próximos, Lisboa ou Porto. Mas dada a grande distância a que ficam é impensável que se sujeitassem ao incómodo de ter que que fazer tais percursos para aqui chegarem.Ora, é isso que este tipo de turistas evitam. Assim só com uma nova infraestrutura aeroportuária que servisse esta região seria possível falar-se de turismo a sério.
 

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