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Edição de 24-05-2018
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Arquivo: Edição de 19-04-2018

Secção: Região

Centenas protestaram contra as portagens na A23

A EN18 foi o placo, na sexta-feira, de mais um protesto para a reposição das SCUT na Autoestrada da Beira Interior, entre a Guarda e Torres Novas. Nova ação está agendada para 26 de maio, junto à residência oficial do primeiro-ministro.

Por: Ana Eugénia Inácio
Tempo de leitura: 3 m
 
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Protestantes concentraram-se junto à sede da concessionária da A23, no nó da Lardosa
Protestantes concentraram-se junto à sede da concessionária da A23, no nó da Lardosa  Clique na imagem para a aumentar.
Em marcha lenta e em direção à rotunda da Lardosa, desde a Covilhã e Castelo Branco, foi assim que cerca de três centenas de pessoas protestaram ruidosamente na tarde de sexta-feira contra as portagens na A23. Os manifestantes levaram também cartazes com recados ao Governo, como «Portagens ou empresas», «Senhor primeiro-ministro oiça o Interior» ou «Portagens ou vidas?».

No protesto que culminou junto à sede da concessionária da A23, no nó da Lardosa, a Plataforma de Entendimento pela Reposição das SCUT na A23 e na A25 conseguiu reunir cerca de três centenas de pessoas, entre empresários, sindicalistas e utentes em geral. Faltaram, no entanto, os autarcas. Uma ausência que mereceu críticas por parte de Luís Garra, da União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB). «Gostam muito de portagens quando há eleições. Mas esperamos que nos facultem os autocarros quando formos a Lisboa. É o mínimo que podem fazer», afirmou o dirigente, que personalizou a reprovação ao referir-se a Álvaro Amaro. «Disse que as portagens devem continuar e, quando muito, reduzir. As palavras de Álvaro Amaro não são dignas de um presidente de Câmara do interior», sublinhou Luís Garra.

Quanto aos efeitos da ação, o sindicalista disse esperar que o Governo «não seja surdo a este protesto», pois as portagens são responsáveis «pelas assimetrias regionais» e provocaram «o aumento das insolvências, do desemprego e da sinistralidade nas estradas nacionais». Um ponto também focado por Luís Veiga, do Movimento dos Empresários pela Subsistência do Interior, para quem, «ao colocar portagens, também trocaram portagens por vidas humanas». Segundo o empresário, a região vive «no limiar da subsistência», acusando o Estado de ser «homicida e anti económico». A abolição total das portagens na A23 e A25 é a meta do movimento, cujos dinamizadores admitem que tal não seja possível no imediato: «Mas queremos que o Governo enverede por uma redução gradual, a médio prazo, até à abolição total», sustentou Luís Veiga.

As portagens chegaram às auto-estradas da região em dezembro de 2011 e após várias contestações a esperança é agora depositada no Orçamento do Estado para 2019. A Plataforma de Entendimento espera que o Governo dê «indicações claras de que vai fazer a reposição das Scut, ainda que de forma planeada e faseada no tempo». Para Marco Gabriel, da Comissão de Utentes da A23 só assim poderá ter fim «aquilo que hoje é um fator de retrocesso do interior» e ser reposto «aquilo que pode ser um fator de desenvolvimento». Acusado de tratar a questão «de forma passiva e pouco transparente», o Governo de António Costa ficou avisado da intensificação de «uma luta» que não vai parar. A próxima ação está programada para Lisboa, num protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro agendado para 26 de maio. Está ainda prevista uma marcha lenta pela EN16 contra as portagens na A25, em data a anunciar brevemente.

A Plataforma de Entendimento pela Reposição das SCUT’s na A23 e A25 junta a Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), Associação de Empresários p’la Subsistência do Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda (NERGA), as Uniões de Sindicatos da Guarda e Castelo Branco e as comissões de utentes da A23 e A25.


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Comentários dos nossos leitores
Silvasilvaollolo@hotmail.com
Comentário:
Revoltem-se, tenham dignidade, foram espoliados do IP2 e IP5, em termos de mobilidade regrediram 40 anos, ou pagam ou circulam pelas aldeias e vilas com lombar a 30 km hora.
 
Celsocelsolololo@hotmail.com
Comentário:
A esquerda consegue fazer o que a direita queria e não conseguia. Sócrates roubou-nos o IP2 e IP5, ao Passos deu jeito e para o Costa é um figo, empobrecendo o interior e alimentando grupos económicos com benesses usurárias.
 

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