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Edição de 19-04-2018
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Secção: Atualidade

Rússia avisa que bombardeamentos na Síria terão «consequências»
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Vladimir Putin afirmou hoje que os ataques à Síria foram realizados sem qualquer enquadramento legal e constituem um «ato de agressão contra um estado soberano».

Os ataques com mísseis foram realizados «sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, em violação da Carta das Nações Unidas e de normas e princípios do direito internacional» e constituem «um ato de agressão contra um Estado soberano que está na vanguarda da luta contra o terrorismo», refere o presidente russo em comunicado.

Moscovo insiste que não existiu qualquer ataque com armas químicas por parte de Damasco e acusou os EUA, a França e o Reino Unido de tentarem procurar uma desculpa para executarem a ofensiva desta madrugada. «Através das suas ações, os Estados Unidos agravaram a crise humanitária na Síria, trazem sofrimento para a população civil, favorecem os terroristas que assolam há sete anos o povo sírio e causam uma nova onda de refugiados», considerou ainda a Rússia.

Esta madrugada, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França efetuaram ataques contra alvos na Síria. A informação foi revelada pelo próprio Presidente norte-americano, Donald Trump, que justificou os bombardeamentos como sendo retaliações contra Bashar al-Assad, depois dos ataques com armas químicas em Damasco que, no fim-de-semana passada, mataram mais de 40 pessoas. Numa declaração ao país, Donald Trump exortou Moscovo a abandonar o apoio a Assad e afirmou que a Rússia «traiu as suas promessas» sobre a eliminação de armas químicas.

Esta ação militar já foi comentada pelo Governo português, que «compreende as razões e a oportunidade» do ataque aéreo contra alvos sírios pelos EUA, França e Reino Unido, «três países amigos e aliados de Portugal». Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros refere ter-se tratado de «uma operação militar circunscrita, cujo objetivo foi infligir danos à estrutura de produção e distribuição de armas que são estritamente proibidas pelo direito internacional».

«Portugal compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar. O regime sírio deve assumir plenamente as suas responsabilidades. É inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar», adianta o comunicado do gabinete de Augusto Santos Silva, sublinhando a «necessidade de evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região».

O Ministério defende que «todas as partes devem mostrar abertura para investigações independentes que possam apurar e punir responsabilidades por crimes de guerra» e «devem mostrar contenção no uso da força e empenhamento na procura de uma solução política, negociada e pacífica» para o conflito na Síria, que representa «uma muito séria ameaça à paz e segurança no mundo».


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