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Edição de 12-07-2018
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Secção: Política

Celorico e Seia sustentam liderança de Pedro Fonseca

Os socialistas do distrito da Guarda estiveram reunidos em congresso, no passado sábado, em Figueira de Castelo Rodrigo, onde votaram a composição da comissão política distrital.

Por: Ana Eugénia Inácio
Tempo de leitura: 4 m
 
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Congresso federativo decorreu no sábado em Figueira da Castelo Rodrigo
Congresso federativo decorreu no sábado em Figueira da Castelo Rodrigo  Clique na imagem para a aumentar.
Depois de ter sido eleito presidente da Federação Distrital do PS da Guarda, Pedro Fonseca voltou a levar a melhor sobre Alexandre Lote, desta vez na votação para a Comissão Política Distrital (CPD). Com 94 votos, a lista A, de Pedro Fonseca, conseguiu eleger 31 elementos, contra 20 afetos à lista B, que obteve 63 votos. Houve ainda um voto em branco e outro nulo.

Candidato à presidência da Federação derrotado na primeira volta, José Luís Cabral, de Celorico da Beira, teve uma palavra a dizer na constituição da lista apresentada pelo novo líder, sendo que sete dos 31 militantes eleitos para a CPD pertencem à concelhia celoricense. Entre eles estão o próprio José Luís Cabral, Olga Marques e Samaina Fernandes, esposa de José Albano. Também a secção de Seia conseguiu uma representação de peso, com seis eleitos, entre os quais Carlos Filipe Camelo na presidência do órgão máximo federativo, enquanto a concelhia da Guarda tem menor destaque. O mesmo não acontece entres os eleitos de Alexandre Lote, pois seis são da secção guardense.

Aos jornalistas, Pedro Fonseca explicou que reuniu com os candidatos derrotados para «conversarmos sobre uma solução equitativa que se iria refletir nos órgãos federativos» e que apenas José Luís Cabral manifestou disponibilidade. «Mas nada impede que este entendimento se possa estender a outros camaradas», acrescentou, pois o seu objetivo é «estabelecer pontes e gerar consensos», sendo a prova dessa abertura a presença de militantes de Celorico da Beira na sua lista. Quanto a uma possível influência do histórico José Albano Marques, atual presidente da concelhia de Celorico da Beira, foi encarada como «natural». «Foi presidente da distrital durante oito anos e tenho muito a aprender com ele, assim como com os presidentes anteriores», afirmou Pedro Fonseca. O novo líder considera «importante é que haja uma vontade de trabalhar pelo partido e abri-lo à sociedade civil», pelo que está aberto à discussão de ideias.

Da parte de Alexandre Lote também há o desejo de união, mas o militante de Fornos de Algodres deixou claro que não poderão contar com ele «para falsas alianças ou falsos sentimentos de solidariedade. A confiança tem de se construir», avisou. No entanto, o candidato derrotado à presidência da Federação disse-se «disponível para apresentar ideias». Mas neste congresso ficaram patentes muitas dúvidas sobre a capacidade de liderança de Pedro Fonseca e ao futuro do partido na Guarda.

Descentralização está entre os anseios de Pedro Fonseca

Já no discurso de encerramento, Pedro Fonseca lembrou que os «partidos políticos servem para servir a sociedade» e que só assim o PS da Guarda «pode ambicionar vencer os desafios do presente e do futuro». Desafios esses que espera que passem também pela coesão territorial, lembrando o Governo que é preciso «fazer nesta área o mesmo que fez noutras, com a económica e financeira, tornando-se uma referência para toda a Europa e até para o mundo». O líder da distrital disse estar «confiantes que, no quadro das novas políticas de descentralização, o nosso governo seja eficiente».

Um anseio também partilhado por José Manuel Mesquita, que participou no encerramento do congresso em representação do secretariado nacional. O dirigente referiu que «não faz sentido que seja Lisboa, a centenas de quilómetros de distância, a dizer como e quando se devem implementar políticas públicas de proximidade», acrescentando que «consagrar a descentralização é aumentar a eficácia das políticas públicas e reduzir as desigualdades». José Manuel Mesquita alertou, no entanto, para a necessidade de «um programa político comum de unidade e ação das 14 concelhias», pois «o sucesso da descentralização e o combate à interioridade começa aqui e não em Lisboa».


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