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Edição de 17-05-2018
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Arquivo: Edição de 08-02-2018

Secção: Cara a Cara

Cara a Cara - Amílcar Salvador, presidente da Câmara de Trancoso
«Herdámos muito endividamento e muitas ações judiciais»
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Amílcar Salvador
Amílcar Salvador  Clique na imagem para a aumentar.
P - Quais são as grandes opções para os próximos quatro anos em Trancoso?

R - No mandato passado procurámos o reequilíbrio financeiro e isso permite-nos agora encarar os próximos quatro anos com muita confiança. Não tenho dúvida que 2018, até 2021, vai ser um mandato de grandes realizações e esperamos concretizar alguns projetos, sobretudo na área da economia e do empreendedorismo. O que mais necessitamos em Trancoso é atrair investimento e criar riqueza, postos de trabalho e fixar pessoas. Algumas obras já se iniciaram este ano, como o centro escolar da Ribeirinha, que vai permitir concentrar três jardins-de-infância e uma escola do ensino básico, sem o mínimo de condições, que estavam dispersos e consumiam muitos recursos. A empreitada foi adjudicada por 580 mil euros, mas com financiamento no âmbito da CIM de cerca de 60 por cento. O terreno foi-nos cedido por um particular, ou seja, a Câmara na pior das hipóteses investirá ali pouco mais de 200 mil euros. A estrada de ligação de Trancoso ao Chafariz do Vento também está adjudicada e logo que o tempo permita esses trabalhos começarão. A entrada Sul em Trancoso ficará com um aspeto diferente, pavimentada e com semáforos. Esta obra foi adjudicada por 264 mil euros. Temos outros projetos que irão avançar em breve, caso do Centro de Desenvolvimento Social. Trata-se de criar um centro de dia na cidade porque é uma lacuna, o projeto integra o plano de regeneração urbana e também tem financiamento. Consistirá na requalificação de um edifício propriedade do munícipio, onde funcionou uma antiga cantina, que estava completamente degradado. Pensamos que o edifício possa ficar pronto no próximo Verão e será concessionado a um das nossas IPSS. Esta obra está orçada em cerca de 250 mil euros e é cofinanciada em 85 por cento. Já o antigo quartel da GNR no centro histórico vai acolher o Inovcast, que será uma incubadora de empresas e um atelier criativo dedicado à castanha. O espaço vai ser requalificado num investimento de 250 mil euros, cofinanciado em 80 por cento, no âmbito da regeneração urbana e o objetivo é trazer para o centro histórico mais algumas empresas.

Um outro projeto maior é a área de acolhimento empresarial em Trancoso. Temos um terreno com cerca de 4,5 hectares junto à atual zona industrial e vamos ali criar mais 15 lotes totalmente infraestruturados para as empresas. Elaborámos o projeto, submetemos uma candidatura em maio de 2016 e a CCDRC aprovou-a garantindo uma comparticipação de cerca de 85 por cento de fundos comunitários. É um investimento significativo, de cerca de 918 mil euros, só para infraestruturas, mas a Câmara irá apenas despender 130/140 mil euros. Este projeto é prioritário porque não tem havido lotes para empresas em Trancoso. Estes são algumas das obras que temos de imediato, obviamente que continuaremos a preparar os projetos do Museu da Cidade e dos Paços do Concelho para os quais estamos a procurar financiamento. Requalificámos o mercado municipal e vamos disponibilizar muito em breve para arrendamento seis espaços comerciais na sua envolvente e sabemos que há muitos interessados. Já a escola profissional, que vinha a definhar, tem hoje 240 alunos – no ano letivo 2014/15 tinha 180. Temos alunos de 27 concelhos, de vários distritos, dos quais 50 ficam nas residências masculina e feminina no centro histórico. Por tudo isto, acreditamos que 2018 será um ano de grande confiança e vai fixar pessoas e criar emprego em Trancoso.

P – Que “novo ciclo” é esse que prometeu na sua tomada de posse?

R- O mandato anterior foi muito difícil. A situação que herdámos foi pesada, com muito endividamento e muitas ações judiciais. Foram cerca de 25 processos, vindos de mandatos até 2013. Dessas resolvemos cerca de 13, mas é o caso da parceria público-privada PACETEG que nos preocupa muito e cuja resolução aguardamos com serenidade. Hoje, estamos relativamente melhor em termos financeiros.

P- A Câmara foi sempre condenada nessas ações?

R- Obviamente que a Câmara foi sempre condenada a pagar alguma coisa. A última delas era uma ação de mais de 1,8 milhões de euros, mas depois da peritagem fizemos um acordo por cerca de um milhão, a pagar em três anos. São 25 mil euros por mês e portanto iremos pagar essa ação até março/abril de 2020. Obviamente que outras poderão vir aí e essa é a nossa preocupação.

P- Quais os encargos que resultaram dessas ações todas?

R- A poupança também foi muito grande, superior provavelmente a 1,5 milhões de euros daquilo que era reclamado. A autarquia tem que ser uma entidade de bem, quer honrar os compromissos e cá estamos a fazê-lo. Em termos de dívida registada fizemos um esforço enorme, pois no início do mandato anterior, quer em empréstimos bancários quer na dívida a fornecedores, o valor rondava os 11 milhões e tal de euros e no final de 2017 era de 5,3 milhões de euros. Promovemos muito Trancoso no mandato anterior, quer nas feiras, mercados, em todas as atividades e eventos. Temos também outros eixos extremamente importantes, que são o comércio e o turismo. Lembro também que em Trancoso não fechou nenhum serviço público e temos oito instituições bancárias, seis na cidade e duas em Vila Franca das Naves. Isto é sinal de dinamismo, que há movimento, que há dinheiro, e nem todos os concelhos do interior podem dizer o mesmo.

P- Mas não disse quais foram os encargos das ações judiciais?

R- Naquela altura pagámos em ações, numa primeira fase, à volta de 600/700 mil euros, vindas do passado. Pagámos mais 300 mil euros e estamos ainda a pagar, só numa dessas ações, 25 mil euros por mês. Depois temos um outro conjunto de ações que poderão vir aí. A Câmara é uma entidade de bem, cá estaremos. Não podíamos pagar de outra forma. Os empreiteiros, e muito bem, intentaram as ações no tribunal, nós contestámos e estamos agora a procurar defender, obviamente pagando aquilo que entendemos que deve ser pago. E no âmbito da PACETEG será da mesma forma. Fizemos uma auditoria e estaríamos disponíveis a tentar um acordo pelo valor da auditoria.

P- Como está esse processo neste momento, tendo em conta que a empresa já não existe?

R- Existem esses compromissos e, portanto, dos 9 milhões exigidos a auditoria avaliou as três obras [campo da feira, central de camionagem e centro cultural de Vila Franca das Naves] mais ou menos em 4,6 milhões de euros. Foi esse valor que estávamos disponíveis a pagar, tudo o que fosse para além disso teria que resultar de um acordo tripartido. Ou seja, a Câmara pagar 1,5 milhões, além dos 4,5 milhões da auditoria, a MRG pagaria outros 1,5 milhões e a CGD também. Essa foi a nossa proposta e aguardamos tranquilamente. Neste momento, em termos de empréstimos bancários, vindos também do passado, e encargos financeiros com algumas ações que já foram resolvidas, a Câmara Municipal tem encargos de cerca de 95 mil euros por mês, o que já é um valor significativo e sobretudo tendo em conta que poderão vir em breve outras ações judiciais.

P – Mas está confiante na resolução desse problema chamado PACETEG?

R- O ex-vereador Paulo Matias, enquanto advogado, continua a tratar dessas situações e creio que a Câmara vai conseguir um bom acordo e fazer alguma poupança. Não sei é quando se dará a resolução do caso.

P – Como está a situação financeira da Câmara?

R- Em termos de dívida registada estamos em 5,3 milhões de euros, com mais essa ação de 700 mil euros que falta nos seis milhões. O resto são as ações de que já falei, que vão desde os 9 milhões da parceria público-privada, com mais dois ou três milhões. No total, a dívida rondará os 11 milhões.

P- Mas estamos a falar em excesso de endividamento?

R- Não. Todas as ações vindas da parceria não estão ainda registadas como dívida da Câmara. Já não estamos em excesso de endividamento, o que é uma boa notícia. Os fundos conseguidos no mandato anterior permitem-nos encarar o futuro com confiança e otimismo, com todas estas obras de que falei, que irão arrancar em breve, e com todas as potencialidades de Trancoso. No mandato anterior requalificamos e repavimentamos mais de 25 quilómetros em estradas municipais, foi um esforço acrescido. Agora vamos iniciar a beneficiação da ligação ao Chafariz do Vento e queremos chegar também à zona da Lactovil. E queremos continuar a repavimentar outras estradas.

P- Há também boas notícias no prazo de médio pagamento, uma redução significativa de 2013 para 2017.

R- Claro. Quando chegámos à Câmara, em 2013, o prazo médio de pagamento a fornecedores era superior a 300 dias. No final de 2017 eram menos de 30 dias. Conseguimos isto porque poupamos em tudo, nos combustíveis, na eletricidade, nos telefones, nos recursos humanos. Foi poupar para pagar dívida e, portanto, esses seis milhões e tal de euros que conseguimos poupar num mandato dão-nos hoje condições diferentes para dar resposta e concretizar todos estes projetos que pretendemos desenvolver.

P- O que vai fazer em Vila Franca das Naves?

R- Já no mandato anterior olhámos para Vila Franca de acordo com aquilo que merece. E merece uma atenção especial porque tem estação de caminhos-de-ferro, uma adega cooperativa, serviços públicos, bombeiros, centro de saúde, julgado de paz, tem associações culturais e recreativas variadíssimas e em termos agrícolas é extremamente rica. Fizemos alguns investimentos em termos de arranjos urbanísticos, instalações desportivas, apoiámos as associações. Dentro de um mês vamos abrir ali o Espaço do Cidadão, cujo protocolo com a Agência de Modernização Administrativa já foi assinado. Também queremos resolver o problema da zona industrial, que é preciso infraestruturar e melhorar, e avançar com a requalificação da ETAR de Vila Franca. No mandato anterior, no âmbito do POESUR, conseguimos requalificar as duas ETAR de Trancoso (Courelas e Quinta do Seixo), num investimento superior a um milhão de euros. Já submetemos a candidatura do projeto em Vila Franca das Naves e estamos convencidos que será apoiada na ordem dos 400 mil euros.

P – Renovou maioria e reforçou a votação nas últimas autárquicas. Foi mérito seu ou desmérito dos seus adversários, nomeadamente do PSD?

R- Foi sobretudo mérito de uma forma diferente de fazer política. Os eleitores acabaram por valorizar a proximidade, a seriedade, o rigor nas contas públicas, a transparência e a clareza.

P- Está a dizer que os seus antecessores não tinham todas essas caraterísticas?

R- Cada um tem a sua própria maneira de ser. O meu objetivo político é servir os trancosenses, é um orgulho enorme ser presidente de Câmara da terra onde nasci e vivo. Conheço as pessoas praticamente todas do concelho e estamos cá para trabalhar 24 horas se necessário. Foi sobretudo esta forma de fazer política, de estar junto da população nos bons momentos e nos menos bons, de os ouvir, de procurar responder às suas necessidades. Foi esta forma de trabalho diferente, de receber as pessoas, de resolver quando é possivel e dizer não quando não é. Obviamente que ficamos satisfeitos com os resultados eleitorais porque as pessoas reconheceram.

P- Mas o que justifica esta mudança em termos de eleitorado, que era tradicionalmente social-democrata?

R- Em termos autárquicos sim. Nas últimas autárquicas o PS ganhou para a Câmara em 26 das 29 mesas eleitorais do concelho. Mas eu não trabalho para os resultados eleitorais, trabalhamos é para as pessoas, que serão tratadas todas da mesma forma, tal como as Juntas. Tudo o que fazemos é com espírito de abertura e diálogo.

P- No início da entrevista disse que muitas das obras tinham garantia de fundos comunitários. Esse vai continuar a ser o lema neste mandato?

R- Sim. Sem isso a Câmara não teria condições para as fazer. Por exemplo, o investimento na área de acolhimento empresarial é significativo e ficamos muito contentes com essa comparticipação, pois o projeto permite atrair empresas e criar emprego. Garanto-lhe que com os problemas herdados do passado não seria possível realizar essa obra.

P- A requalificação do Palácio Ducal e dos Paços do Concelho vêm de trás. Será possível concretizá-las neste momento?

R- No Palácio Ducal foi feito um estudo prévio para evntualmente mudarmos para lá os Paços do Concelho, mas há algumas reservas quanto a esse projeto. Estamos a estudar a possibilidade do projeto ser ou não remodelado por forma a incluir um museu da cidade ou um centro de artes e exposições, mantendo os serviços da Câmara nos atuais Paços do Concelho. Estamos a fazer essa reflexão séria porque há algumas dificuldades em instalar ali os nossos serviços, fruto dos condicionalismos daquele edifício classificado. Estamos a ponderar, mas já temos a promessa do atual Governo que apoiará a requalificação dos Paços do Concelho logo que tivermos o projeto pronto.

P- Ou seja, vai aproveitar este edifício?

R- Sim, será sempre aproveitar este edifício, que é de facto muito bonito, digno, muito bem localizado. Se não for possível instalar aqui todos os serviços municipais, alguns poderão ficar afetos ao edifício B. Já o Palácio Ducal também poderá ser aproveitado a pensar no turismo. Criamos a Casa do Bandarra, temos que ir mais além. Tendo em conta a quantidade de turistas que nos visitam precisamos de um museu onde possamos ter de tudo o que aconteceu até agora em Trancoso. É isso que está a ser estudado, já com os conteúdos, além da criação de um grande auditorio.

P- Trancoso já ganha com o turismo?

R- A Casa do Bandarra tem uma média de quase 1.000 visitantes por mês desde março. É um fenómeno. Habitualmente quem entra ali também visita o Centro Isaac Cardoso, por onde passam cerca de 9 a 10 mil pessoas, sobretudo israelitas e judeus. Temos um hotel de quatro estrelas, no ano passado abriu o Solar Sampaio e Melo e há mais duas residenciais (São Bartolomeu e D. Dinis), que, pelo que sei, tem tido boa ocupação. Fora da sede do concelho temos alguns alojamentos locais importantes. Num ano, de 2015 para 2016, Trancoso registou um aumento de mais de 2.000 hóspedes. Passámos de 9.500 para 11.500 dormidas. Essa tendencia vai continuar e vamos continuar a apoiar os nossos empresários com um calendario de eventos invejavel.

P- Há eventos diversificados ao longo do ano. Tem mais alguma ideia que queira implementar neste mandato?

R- São eventos de qualidade. Nós orgulhamo-nos muito daquilo que fazemos e sobretudo com custos baixos. Vamos continuar a apostar nesses eventos, temos já um calendário que vai começar no Carnaval e em março temos dois fins-de-semana com a feira do fumeiro, que atrai milhares de pessoas. Em abril temos um conjunto de atividades, por ocasião da Páscoa e 25 de abril, em maio temos a feira dos automóveis e o feriado municipal. Em junho, Trancoso vai acolher um encontro nacional e internacional de dadores de sangue, no dia 16, e a recriação das bodas reais a 23 e 24. Em julho temos o festival de música no castelo e, em agosto, há a Feira de São Bartolomeu com 15 dias de grande animação, concertos e muita gente. Em setembro, realiza-se em Vila Franca das Naves o festival das vindimas e do folclore, depois vem a feira da castanha e a “Magia de Natal”. Isto tudo, para além dos mercados semanais, todas as sextas-feiras, que atrai gente de toda a região.

P- É neste mandato que se vai concretizar o centro interpretativo da Batalha de São Marcos?

R- Aqueles 42 hectares estão classificados como monumento nacional, não são propriedade do município, e creio que o poder central também devia estar mais perto do interior dando um sinal nesta matéria. Mas na área do turismo temos dois projetos: a requalificação do posto de turismo de Trancoso, que iremos lançar em breve e vai ter financiamento por parte da rede das Aldeias Históricas, de cerca de 35 mil euros – 20 mil para a obra e 15 para equipamento e imobiliário. Já em Moreira de Rei a Câmara adquiriu um espaço para criar um pequeno centro interpretativo de uma localidade com muita história e vários monumentos classificados. Conseguimos algum financiamento no âmbito da CIM, cerca de 110 mil euros, para requalificar a igreja de Santa Marinha e outros espaços de Moreira de Rei. Por sua vez, no parque municipal vamos abrir um centro de interpretação ambiental, também cofinanciado no âmbito da CIM.

Perfil:

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Poucos saberão que Amílcar Salvador, de 57 anos, é autarca desde 1985. Nesse ano foi eleito pela primeira vez presidente da Junta da sua terra natal, Fiães, onde fez três mandatos consecutivos. A seguir, a convite do PS, aventurou-se nas listas à Câmara, tendo sido cabeça-de-lista derrotado em 97, 2001 e 2009. Nas eleições de 2005 foi segundo e também perdeu.

«Fiz 16 anos como vereador na oposição antes de ser eleito presidente, o que aconteceu em 2013. Com a minha reeleição em outubro passado já levo seis mandatos na Câmara, quatro como vereador e dois como presidente. Ao todo, serão 36 anos ao serviço dos trancosenses», calcula o edil, professor do primeiro ciclo do ensino básico. A persistência é uma das suas características, mas Amílcar Salvador também se diz «humilde e de caráter» porque sempre respeitou os adversários. «Essa é a minha postura, nas vitórias e nas derrotas. Em todos estes anos acho que nunca faltei ao respeito a ninguém e também nunca ninguém me faltou ao respeito. Na política também tem que haver valores e é isso que eu procuro», sublinha o autarca.

Casado e pai de dois filhos – um médico de Saúde Pública e uma farmacêutica –, só deixou de dar aulas no Agrupamento de Trancoso há quatro anos após a sua eleição para a cadeira maior do município. «Estava bem, ganhava bem, trabalhava perto de casa. Em jeito de brincadeira, costumo dizer que tinha um bom emprego e quando vim para a Câmara arranjei trabalho. Mas é um trabalho que me motiva muito porque ajudo a resolver os problemas das pessoas, e esse foi sempre o meu sonho», confessa Amílcar Salvador. O edil gosta de desporto, sobretudo futebol, e não perde um jogo do Desportivo local em casa. «Fiz 16 campeonatos distritais pelo Trancoso e outros clubes como atleta, depois fui treinador aqui e em Aguiar da Beira», recorda, adiantando que, sempre que pode aos fins-de-semana, vai fazer «umas corridas» ao parque municipal.

Foi dirigente de uma IPSS e do centro de dia de Fiães e gosta de conviver com os amigos. É militante do PS desde 1995, após um convite «irrecusável» do histórico Fernando Lopes. Outro socialista que o marcou foi Amaral Veiga, também reeleito na presidência da Assembleia Municipal. «As minhas ambições nunca passaram pela política, são mais na área do associativismo porque gosto imenso do trabalho dos grupos desportivos, culturais e recreativos», refere Amílcar Salvador.


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