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Edição de 07-12-2017
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Secção: Em Foco

Os dois candidatos à presidência da Comissão Política Nacional do PSD são “velhos” conhecidos da política nacional e o desfecho das eleições está em aberto
Rui Rio ou Pedro Santana Lopes, quem vai liderar o PSD?
Por: Sara Guterres
Tempo de leitura: 5 m
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Da mesma geração, Rui Rio e Santana Lopes estão no PSD há 39 anos
Da mesma geração, Rui Rio e Santana Lopes estão no PSD há 39 anos  Clique na imagem para a aumentar.
As eleições para a liderança do Partido Social Democrata (PSD) estão à porta e o duelo entre os “titãs” Rui Rio e Pedro Santana Lopes chega ao fim a 13 de janeiro. O INTERIOR auscultou dirigentes laranjas da Beira Interior para saber qual dos candidatos apoiam e que análise fazem da campanha e das propostas dos candidatos. Nem todos exprimem a sua escolha, mas percebe-se que a militância está divida.

Desde logo, mesmo antes da oficialização dos candidatos à liderança do partido, a Distrital do PSD da Guarda garantiu que apoiaria a candidatura de Rui Rio e, neste momento, mostra-se otimista quanto ao desfecho das eleições. «Tenho acompanhado de perto a campanha de Rui Rio e não tenho dúvidas nenhumas que há um crescendo de apoio a esta candidatura», adiantou o presidente da distrital Carlos Peixoto, que acredita que o candidato que apoia pode sair vitorioso desta “batalha democrática”. Quanto à campanha, o deputado diz que está a ser «construtiva com os candidatos a discutirem as ideias que têm para o partido e para o país». Mas porque apoia Rui Rio e não Pedro Santana Lopes? A resposta parece simples e o presidente da distrital diz identificar-se com as cinco prioridades defendidas pelo ex-presidente da Câmara do Porto: crescimento económico, incremento da natalidade, equilíbrio da coesão social e territorial, reforma do sistema político e descentralização de serviços e poderes públicos. «Rui Rio assume-se não só como candidato a presidente do PSD, mas essencialmente como candidato a primeiro-ministro», clarifica o deputado. «Estas eleições são perfeitamente naturais na sucessão de uma liderança. Há dois candidatos, duas opções e dois perfis diferentes», disse. «São dois modelos que se contrapõem e colocam desafios aos militantes do PSD», afirma o dirigente, acrescentando que na hora de votar é preciso perceber «qual dos dois candidatos tem melhor possibilidade para disputar as eleições com António Costa». Independentemente da escolha final, Carlos Peixoto garante que trabalhará com qualquer líder que venha a ser eleito: «Nós continuaremos a ser do PSD e, seja qual for o líder escolhido, continuarei a trabalhar em prol do partido», afiançou o deputado. Na região, Rui Rio conta também com o apoio, entre outros, de Álvaro Amaro, Presidente da Câmara da Guarda, e de António Robalo, Presidente da Câmara do Sabugal.

Já o presidente da comissão política distrital do PSD Castelo Branco está do lado de Pedro Santana Lopes por entender que «ele é a pessoa que reúne as melhores condições e qualidades para liderar o partido e, depois de liderar e unir, poder conquistar o país». Segundo Manuel Frexes a campanha tem sido «mobilizadora e esclarecedora, mas talvez um pouco longa». Ainda assim, diz faltar um passo decisivo: «Não percebo porque é que Rui Rio foge tanto aos debates. Acho que eram necessários para que os militantes pudessem fazer uma escolha informada». Para o presidente da distrital «não basta correr o país» e seria importante, «ainda este mês, haver pelos menos um ou dois debates». Quando questionado sobre se contava com a saída de Pedro Passos Coelho, o ainda líder social-democrata, Manuel Frexes admite que «não esperava, acho até que houve um pouco de precipitação». «A verdade é que perdemos Câmaras e isso foi uma derrota que acabou por influenciar a decisão de Pedro Passos Coelho. Sentiu que era a altura de sair e dar lugar a um outro companheiro, a uma nova figura com energia renovada e que pudesse refrescar o papel do PSD», explicou o deputado. Mas, o passado já lá vai, e o que importa agora é o futuro. «Espero que Santana Lopes venha a assegurar a presidência», reforçou, apontando «a liderança, o carisma, o sentido de entrega, o entusiasmo, a sensibilidade e a flexibilidade» como qualidades do antigo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Também Ângela Guerra, deputada do PSD eleita pelo círculo da Guarda, apoia Santana Lopes e afirma ver no candidato «uma enorme vontade de trabalhar pelo partido e pelo país». E mais: «Acredito que Pedro Santana Lopes tem todas as condições para ser vencedor nestas eleições porque ele é efetivamente o melhor candidato». Quando questionada se contava com a saída de Passos Coelho da liderança do PSD, a deputada diz ser «daquelas que acha que ele nunca devia ter saído»: «Ele era o homem certo para o lugar certo, mas foi uma opção dele», lamenta Ângela Guerra, sublinhando que Santana Lopes surge como o sucessor «com uma enorme capacidade de agregar vontades e de fazer diferente naquilo que é a política» nos dias atuais. Sobre se o discurso dos dois candidatos está mais centrado no partido do que nos problemas do país, Ângela Guerra reforça «estamos numa fase em que se está a apelar ao voto» dos militantes: «Trata-se de uma eleição interna e é normal que os candidatos falem para os militantes porque são eles que vão votar», admitiu a deputada, afirmando que, ainda assim, «há muitas posições que já foram assumidas por ambos que tentam transmitir mensagens para os portugueses». Também apoia Santana Lopes o Presidente da Câmara de Pinhel, Rui Ventura.


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