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Edição de 16-11-2017
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Secção: Atualidade

Aluna que publicou vídeo de lagarta em refeição escolar alvo de processo disciplinar
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A aluna de uma escola de Braga que partilhou o vídeo de uma lagarta no prato de refeição servido na cantina está a ser alvo de um processo disciplinar, denunciou esta sexta-feira a Associação de Pais da instituição.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica 2/3 André Soares, Dulce Campos, explicou que a mãe da estudante em causa foi chamada à escola para lhe ser comunicado que a filha seria alvo de um processo disciplinar por ter partilhado um vídeo filmado no estabelecimento de ensino, o que será proibido pelo regulamento interno da instituição.

A responsável disse esperar «que o desfecho seja positivo», lembrando que está em causa «uma situação verdadeira, que toda a gente assumiu», incluindo a direção da escola e a empresa que confeciona as refeições servidas na cantina. «É verdade que o regulamento proíbe aquela divulgação, mas está em causa um bem maior. As denúncias e queixas sobre a qualidade das refeições têm sido muitas desde o início do ano, o que não é compreensível», disse a presidente da Associação de Pais.

Na terça-feira começou a circular um vídeo na rede social Facebook que mostrava uma lagarta viva no prato de uma refeição servida na cantina da André Soares, uma situação que a direção da escola classificou como «reflexo» da «falta de funcionários» na empresa que ali serve refeições.

Num esclarecimento dirigido à Associação de Pais, publicado na página de Facebook daquela associação, a diretora da escola, Maria da Graça Moura, explicou que a falta de funcionários no serviço de refeições já foi denunciada e considerou que a empresa contratada pelo Ministério da Educação para servir as refeições escolares, a UNISELF, «deve rever os seus procedimentos».

Segundo Maria da Graça Moura, «a empresa responsável, UNISELF, contratada pelo Ministério da Educação, deve rever os seus procedimentos no que respeita ao serviço de refeições, principalmente, deve colocar ao serviço o número de funcionários contratualizado, o que não acontece a maior parte dos dias».

A direção da escola André Soares garantia ainda que iria continuar a «denunciar» a falta de funcionários que a empresa coloca na escola à hora das refeições. «Esperamos que nunca mais se repita esta situação. É uma situação que nos entristece, pois é o nome André Soares que está em causa», referiu a diretora da escola.


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