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Edição de 16-11-2017
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Arquivo: Edição de 09-11-2017

Secção: Em Foco

Autarcas reúnem na próxima terça-feira e em cima da mesa estará a questão da presidência da comunidade intermunicipal
Tudo em aberto na CIM Beiras e Serra da Estrela
Por: Ana Eugénia Inácio
Tempo de leitura: 4 m
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Paulo Fernandes, à direita na foto, é o atual presidente da CIM tendo sucedido a Vitor Pereira
Paulo Fernandes, à direita na foto, é o atual presidente da CIM tendo sucedido a Vitor Pereira  Clique na imagem para a aumentar.
Pode haver mudanças para breve na Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE). Com as eleições autárquicas de outubro permaneceram atores políticos, mas alguns estão de saída e deram lugar a novos. Certo é que o mandato de Paulo Fernandes, autarca do Fundão, está a chegar ao fim e são necessários novos consensos para eleger os próximos órgãos diretivos. A primeira reunião pós-autárquicas está marcada para a próxima terça-feira.

Abordados por O INTERIOR, nenhum autarca se chega à frente para assumir uma candidatura à presidência da CIM. Quem não está mesmo interessado é António Robalo, autarca do Sabugal. «Fui eleito para ser presidente da Câmara. Tenho um concelho enorme com muitos problemas. Estou muito focado e não teria essa disponibilidade», afirmou o edil. Em Belmonte, também António Dias Rocha está indisponível por considerar que «cada um tem de ter a noção do seu lugar e não estou preparado, ainda, para o assumir». Estreante nas lides autárquicas, Carlos Ascensão, presidente de Celorico da Beira, também se mostra «indisponível», pelo menos para já. Já os dois autarcas dos maiores concelhos da CIM, Álvaro Amaro e Vítor Pereira, da Guarda e Covilhã, respectivamente, preferiram adiar declarações sobre a CIM para depois da reunião, considerando que «não seria de bom-tom» falar antes.

A mesma posição assumiram Luís Tadeu (Gouveia), Manuel Fonseca (Fornos de Algodres) e António Machado (Almeida), que consideram que esta questão tem «primeiro de ser discutida nos órgãos próprios». Por sua vez, o edil de Seia, Carlos Filipe Camelo, considera que por agora «estamos a arrumar a casa, mais tarde ser verá». Já Paulo Fernandes, em declarações à Rádio Cova da Beira, manifestou disponibilidade para continuar a presidir à CIM, garantindo estar ao «serviço de uma concertação maior». Dos restantes municípios também ninguém fecha portas à presidência. De Figueira de Castelo Rodrigo, Paulo Langrouva considera que «qualquer um dos 15 tem condições para avançar». Uma opinião partilhada por Amílcar Salvador (Trancoso), que afirmou que «todos estão e devem estar disponíveis, caso a maioria assim o entenda».

Já Anselmo Sousa, autarca da Mêda, diz ainda não ter «pensado nisso», mas não esconde que gostava que a presidência da CIM «ficasse entregue a uma Câmara das mais pequenas para serem mais ouvidas». De regresso à autarquia de Manteigas, Esmeraldo Carvalhinho também julga que «ainda está tudo em aberto», mas considera que «nenhum autarca se pode posicionar de fora». Quanto à sede, a sua localização parece não causar grandes dúvidas. Dos autarcas que aceitaram falar, todos concordam que a mesma fique na Guarda, por uma questão de «centralidade». No entanto, António Dias Rocha lembrou que quem assumir a presidência «tem que pedir que a sede fique pronta» e disponibiliza-se a arranjar um espaço em Belmonte caso «o edifício não esteja pronto rapidamente». Na sua opinião, «não podemos andar a saltar se sítio em sítio».

Otimismo para os próximos quatro anos

Depois de um início complicado «de muita burocracia», afirmam os autarcas, a esperança é que os próximos quatro anos «sejam melhores». Os fundos comunitário do programa “Portugal 2020” «tardaram» e só agora começam a ser libertados.

Anselmo espera que «finalmente os concelhos possam usufruir dos fundos de uma maneira mais célere, mais agilizada». António Robalo, que chegou a assumir a vice-presidência no primeiro biénio, lembra que «é necessário que todos estejam mais afinados e mais focados, assim o trabalho será mais facilitado». Para Paulo Langrouva, falta ainda «olhar para todos os municípios de uma forma igualitária», lembrando que é necessário «trabalhar em prol de um bem comum e não podemos pensar nos concelhos maiores em detrimento dos mais pequenos». O mesmo pensa António Dias Rocha, que recorda que «a diferença de valores atribuídos entre os vários concelhos é aterradora, não está correcto». Por sua vez, para Esmeraldo Carvalhinho tem-se «perdido muito tempo com coisas desnecessárias, falta definir medidas concretas. Perdemos tempo enquanto outras avançaram».


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