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Edição de 16-11-2017
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Arquivo: Edição de 09-11-2017

Secção: Opinião

Outra vez o Sol
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Uma notícia desta terça-feira, do “Diário de Notícias”, dava conta que a nascente do Douro, nos Picos de Urbión, está seca. Isto não é normal nesta altura do ano, como não é normal muito do que se tem passado. Outros avisam-nos de uma nova normalidade, que nos exige a adoção de novos hábitos e o abandono dos antigos.

Agora não é seguro, como se viu, fazer as queimadas em outubro, ou insistir em fogo de artifício nas festas de Verão. Não é já de bom-tom decorar rotundas com plantas que exijam muita água, ou manter belos relvados à frente de casa ou em espaços públicos. Os carros não têm de andar luzidios, os banhos prolongados passaram de moda e são agora manifestação de egoísmo ou ignorância e as piscinas têm de ser vistas com a desconfiança que inspiram as sopas de micro-organismos e fluidos corporais.

Há já alguns anos que a previsão meteorológica passou a ser tão importante como a financeira. Ou até mais, pelo menos nos meses mais quentes. Outras previsões, a médio e longo prazo, começam a ganhar a atenção do grande público. As pessoas aperceberam-se já da inusitada duração dos verões e da imprevisibilidade das estações. Começam a perceber que determinadas culturas não se podem manter. É bom que a fileira florestal assegure a subsistência e a viabilidade económica de boa parte do país, mas o custo começa a ser exorbitante e nada garante, antes pelo contrário, que tenha tendência a diminuir.

Passámos anos a lutar contra as emissões de gases com efeito de estufa. Cobrimos o país de aerogeradores mas fomos um dos países do mundo que mais emitiu CO2 neste Verão, fruto dos muitos incêndios florestais. O que conseguimos com uma mão desperdiçámos largamente com a outra.

Está claramente na altura de assumir algumas coisas, e entre elas a conclusão de que as alterações climáticas são a sério e que os incêndios e a falta de água vão ser cada vez mais frequentes e cada vez mais graves. Gostaria também de ver fazer as contas: se o lucro dado pelas florestas a alguns continua a ser compensatório, comparado com a despesa em combate e prevenção aos fogos a cargo de todos.

Por: António Ferreira


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