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Edição de 12-10-2017
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Arquivo: Edição de 05-10-2017

Secção: Opinião

Autárquicas
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Ser-se candidato a um órgão autárquico, como fui à Assembleia Municipal de Pinhel, permitiu-me com muito gosto, durante estes dias, contactar com proximidade absoluta com as pessoas e com a realidade do meu concelho, pois percorri a pé todos os 57 lugares que fazem parte do nosso muito e bonito território.

Falta acima de tudo gente nestes nossos territórios!

Não é grande novidade esta constatação, dirão. Pois, não é, mas assusta quando o “peso da responsabilidade” do dia seguinte às eleições “recai nos ombros” de quem foi eleito e quer fazer mais e melhor pelas suas terras. Apoiei a candidatura de Rui Ventura à Câmara Municipal, integrando as suas listas, por entender que esta cumpria de forma exemplar uma estratégia com futuro para o meu concelho. No domingo a população do concelho de Pinhel votou em larga maioria nas nossas listas e, por isso, o trabalho que se avizinha será muito desafiante.

Olhando em frente, com forte empenho e alma aberta, continuarei a esforçar-me por ser uma presidente absolutamente presente, atenta e interveniente, dando, deste modo, voz a quem a pretenda ter, enlevando o debate político e assim representando dignamente as gentes e território do meu concelho.

Tenho a firme convicção de que as dificuldades, que são sempre muitas em territórios do interior do país, surgirão. Mas também será sempre necessário honrar os valores da democracia, dignificando este órgão autárquico que se pretende verdadeiramente eficaz, autónomo e fiscalizador e, ainda assim, o mais participativo de cada um dos poucos que por cá resistem.

Empobrecimento

Por estes dias ficamos a saber que a dívida pública bateu um novo máximo histórico. Nada verdadeiramente surpreendente. Nos últimos dois anos tem sido assim praticamente mês após mês. No início de agosto a dívida pública portuguesa estava no limiar dos 250 mil milhões de euros, subindo 100 milhões de euros em apenas 30 dias. A dívida pública portuguesa sobe em termos absolutos e sobe em termos de percentagem do PIB, o que é ainda mais grave. Também por estes dias ficamos a saber que a almofada financeira, ou seja, os depósitos bancários detidos pelo Estado, estão a emagrecer vertiginosamente. Finalmente, por estes dias ficamos ainda a saber que Portugal empurrou para 2022 uma parte da dívida que teria de pagar nos próximos três anos. Um país que desfalca as suas poupanças, acumula dívida e empurra com a barriga as suas responsabilidades é um país que está a empobrecer. Portugal está a empobrecer. Se esta trajetória não for invertida a renegociação da dívida lá chegará, mas serão os credores a impor os termos dessa renegociação. Já vimos este “filme” e, infelizmente, não foi há tanto tempo assim.

Silenciamento

O PS, e muito particularmente António Costa, não gosta de ser confrontado com a verdade adversa. Reage mal. Mente, engana, destrata e insulta. O PS raramente procura contraditar os argumentos dos seus adversários. Simplesmente desqualifica-os. A rudeza da linguagem e a reação inapropriada que teve à intervenção do ex-Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, atacando-o pelo seu passado e pela sua circunstância atual e não por aquilo que disse, é exemplo da tentativa de silenciamento de todos aqueles que pensam de maneira diferente.

A censura aos Blocos de Atividades para “rapazes” e “meninas” da Porto Editora é um outro bom exemplo dos tiques totalitários que se ostentam no PS, e de resto em toda a esquerda.

Por: Ângela Guerra

* Deputada do PSD na Assembleia da República eleita pelo círculo da Guarda e presidente da Assembleia Municipal de Pinhel


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