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Edição de 12-10-2017
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Arquivo: Edição de 05-10-2017

Secção: Opinião

Agora Digo Eu
Votismo
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Na tragicomédia do votismo do passado domingo, para gáudio de uns e dores de barriga de outros, alimentaram-se inúmeros espíritos, uns mais iludidos que outros, onde o ato anagrâmico se transformou numa espécie de noite na toca do lobo, com a agonia e morte anunciada de vários protagonistas, saltando-nos à vista a formação de grupos, que de geração em geração, vão esfarrapando argumentos de consistência duvidosa.

Eça afirmava que é uma doidice o querer pensar, criar e criticar, pois se ainda houvesse cabelos seria preferível ser fabricante de caixinhas de banha. No entanto, é bom e extremamente salutar estar neste canto que a política, por enquanto, nos deixa, sendo aqui o espaço de privilégio para assistir “às últimas agonias do pensamento em Portugal”.

E se os chineses, no ano do galo, se mostram destemidos e corajosos, não tendo medo das dificuldades apresentadas por outras economias, aqui ao lado, na terra de nuestros hermanos, a direita minoritária, falangista e com tiques nacionalistas, não é capaz, porque não tem sensibilidade e, logicamente não sabe, por visível incompetência, lidar politicamente com o processo catalão e, Rajoy, jamais será o tal “monstruo de la naturaleza”. Esse, continuará a ser Lope de Vega. Afinal, Cervantes, tinha completa razão.

Por cá, de forma perfeitamente dedutível e sem qualquer sobressalto ou surpresa, trocou-se de cores em dois concelhos e, como diz o povo “ficou tudo como dantes. Quartel-general em Abrantes”.

Já no país a coisa não foi assim e o laranjal é agora um partido derrotado, cabisbaixo, o que o torna cada vez mais um partido rural e onde o líder continua a ser a peça chave e o combustível necessário para dar força e consistência ao normal funcionamento da “bendita” geringonça e que nem o resultado menos bom do PC poderá por em causa a sua continuidade.

Quanto a consequências políticas, a telenovela vai ser deveras aliciante e assim ficamos à espera dos episódios, que vão ser às paletes, e todos eles muitíssimo interessantes…

Por: Albino Bárbara


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