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Edição de 21-09-2017
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Secção: Região

Prejuízos ascendem a 14 milhões de euros, acrescendo a esse valor cerca de 13 milhões de euros que podem vir a ser necessários para «medidas de prevenção e dinamização»
Incêndio da Gardunha com impacto de 27 milhões de euros na economia e património do Fundão
Por: Sara Guterres
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Autarca do Fundão pondera «repensar novos modelos de gestão e ornamento do território para a Serra da Gardunha»
Autarca do Fundão pondera «repensar novos modelos de gestão e ornamento do território para a Serra da Gardunha»  Clique na imagem para a aumentar.
A Serra da Gardunha foi palco, em agosto, de um dos piores incêndios da Cova da Beira e os números confirmam a dimensão da tragédia. Ao todo, arderam 7.328 hectares – 5.058 no concelho do Fundão (o que equivale a mais de 60 por cento da área protegida da Gardunha) e 2.270 no município de Castelo Branco.

As chamas entraram sem pedir licença em várias aldeias do concelho fundanense e os populares viram-se obrigados a lutar contra elas com tudo o que podiam. Dias de inferno que provocaram ferimentos a 20 pessoas (19 feridos ligeiros e um ferido grave), entre as quais nove bombeiros. Houve também 52 habitações que «ficaram danificadas», cinco de primeira habitação, quatro de segunda e 43 casas devolutas. Segundo um levantamento já efetuado, os danos na área florestal ascendem aos 5 milhões de euros, aos quais haverá que somar aproximadamente 7 milhões de euros para «rearborizar a serra», adianta Paulo Fernandes.

Além deste valor, o presidente do município alerta que poderão vir a ser necessários 5 milhões de euros para «efetivar a dinamização económica» da zona afetada e 1 milhão para «prevenção de riscos», nomeadamente o de erosão. Na vertente económica, a agricultura foi o setor mais afetado – pomares ardidos, animais que morreram, pastagens destruídas e perda dos sistemas de água –, estimando-se prejuízos no valor de 4 milhões de euros. «Foram afetados mais de 200 produtores. Neste momento estamos a dar apoio com o fornecimento de forragens a mais de mil animais», acrescenta o autarca. O fogo passeou-se por onde quis e foram várias as infraestruturas e equipamentos municipais apanhados pelas chamas. Desde caminhos a espaços públicos, passando por equipamentos de lazer, sinalética, estradas e sistemas de distribuição de água, o prejuízo rondará os 3,5 milhões de euros, segundo o edil.

Durante o incêndio houve ainda alguns percalços, como o despiste de uma viatura da corporação de bombeiros do Fundão. Em equipamentos da Proteção Civil, Paulo Fernandes estima que os danos se cifrem nos 500 mil euros. Quanto aos prejuízos já quantificados o valor ronda os 14 milhões de euros, aos quais acrescem cerca de 13 milhões para implementar «medidas de prevenção e dinamização da economia» que possam ser necessárias. «Somando as duas componentes, isto é, prejuízos e medidas de prevenção e dinamização, apontamos que este incêndio teve um impacto na nossa economia e património na casa dos 27 milhões de euros», sublinha Paulo Fernandes. O INTERIOR contactou ainda os autarcas da Guarda, Álvaro Amaro, e Covilhã, Vítor Pereira, que remeteram declarações para mais tarde por não terem ainda dados concretos sobre os prejuízos causados pelos incêndios de agosto nos respetivos concelhos.


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